Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 16/01/2021

“Vimos um mundo doente.” A música ‘‘Índios", da banda Legião Urbana, se faz análoga à problemática em questão, uma vez que os desafios do processo de alfabetização no Brasil se comporta como uma “doença’’, que prejudica a busca por educação e afasta camadas menos favorecidas da população de melhores oportunidades de vida. Em tese, uma mazela agravada pela insuficiência do amparo estatal, assim como pela elitização educacional.

Na proa desse empecilho, há a inércia do poder público como intensificador de tal entrave. Na visão do filósofo John Locke, em sua teoria sobre o Contrato Social, os indivíduos confiam no Estado que, em contrapartida, deveria garantir direitos naturais aos cidadãos. No entanto, tal concepção se faz inviável no cenário atual, na medida em que o poder administrativo falha no seu papel do Contrato em não fornecer meios legislativos eficientes em prol da socialização da alfabetização, em especial nas comidades mais carentes da sociedade. Dessa forma, sem uma atenção governamental constante acerca desse percalço, essa vivência não será eliminada.

Por sua vez, a displicência elitista relativa ao assunto abordado robustece esse contexto. De acordo com o artigo sexto da Constituição Federa, a educação é assegurada como direito do corpo social. Contudo,tal afirmação se torna inválida, ao passo que os altos valores exigidos por uma educação de qualidade distanciam a classe menos favorecida socialmente de usufruir de seus direitos como cidadãos, como também de melhores condições de vida. Logo, sem uma democatrização educacional, tal obstáculo perpertuar-se-á.

Diante disso, é crucial refletir sobre os desafios do processo de alfabetização no país. Com isso, é fundamental que o Poder Legislativo promova pleno acesso à educação básica, por meio do investimento na infraestrutura e em um corpo docente eficiente nas instituições educacionais públicas, com o intuiti de garantir o direito constitucional à educação a toda camada social. Ademais, é substancial que os veículos midiáticos proporcionem a socialização educativa, por intermédio de um horário em canais de comunicação abertos com aulas e encontros pedagógicos, a fim de que a alfabetização seja alcançada por toda a comunidade. Assim, a garantia da Carta Magna se fará presente no meio social vigente.