Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

A educação é a base da harmonia de uma sociedade, pois é ela quem constrói o indivíduo, segundo o filósofo Immanuel Kant. Diante disso, os processos de globalização e urbanização proporcionaram grandes avanços no meio educacional. Entretanto, ainda há uma grande parte da população que não foi contemplada com essas melhorias. Nessa perspectiva, o alto índice de analfabetismo funcional no país, evidencia problemas no modelo de ensino brasileiro, principalmente devido ás desigualdades sociais e regionais e à falta de políticas públicas de inclusão.

A priori, convém ressaltar que, de acordo com o sociólogo Jeremy Benthan, as ações sociais devem ser pautadas no caráter pluralista, visando o benefício do maior número de indivíduos possível. Contudo, na conjuntura brasileira, há um paradigma social deturpado de segregação geográfica, onde os recursos, incluindo os educacionais, se concentram nos grandes centros, em detrimento das regiões marginalizadas. Desse modo, a concentração de renda nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, possibilitam maior investimento em instituições de ensino básico e programas de permanência escolar, enquanto os estados do Norte e Nordeste sofrem com condições precárias de ensino público.

Ademais, conforme a obra “Contrato Social” de Jean Jacques Rouseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar da população. No entanto, no Brasil, as altas taxas de analfabetismo rompem com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que, é notório o descumprimento de garantias constitucionais indispensáveis, como a educação. Dessa maneira, a população dependente do ensino público, desorientada e sem educação básica, tem por consequência a estagnação social e má projeção de futuros profissionais, resultado do violamento das exigências estabelecidas pela Constituição Federal.

Portanto, são necessárias medidas, que contornem a probleática do analfabetismo no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, aliado às Instituições de Ensino, promoverem projetos de alfabetização em massa de pessoas em vulnerabilidade social, por meio de feiras e cirandas literárias, em locais públicos, a fim de estimular a capacidade de interpretação e leitura dos alunos, além de proporcionar a troca de conhecimento entre gerações. Dessa forma, a harmonia social proposta por Kant será alcançada.