Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 08/01/2021

“Houve o tempo dos construtores de pirâmides e dos contrutores de fábricas; agora é tempo dos construtores de mentes”. Com essa afirmação, o educador brasileiro Cristovam Buarque nos deperta para a verdade de que os brasileiros precisam revisitar as suas ideia e começar a pensar os desafios do processo de alfabetização sob uma nova perspectiva, uma vez que este é fruto de uma construção histórica e de um Estado ineficaz.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que essa problemática é decorrente de um processo histórico. O Período Colonial, caracterizado por uma educação religiosa e exclusiva, e o Pombalino, que, apesar de emplementar reformas, manteve o processo segregacional na educação, revelam como a formação de uma sociedade hierarquizada afeta os direitos educacionais de uma nação, inclusive os mais básicos como a alfabetização. Outrossim, mesmo após a educação ser positivada como um direito de todos durante a Era Vargas e ratificada na Constituição Federal de 1988, o processo alfabetizador ainda sofre com uma das principais caracteristicas do ensino brasileiro, a desigualdade. Nesse sentido, as marcas e legados históricos ainda permeiam esse processo tão importante para a formação do ser humano.

Em segundo lugar, deve-se considerar também que o governo é ineficaz em sua atuação. O sociólogo polonês Zigmunt Bauman, vaticinou que o Estado está em crise e assim, ele negligencia as demandas de sua responsabilidade e favorece os ditames do capital. Nesse sentido, o sistema educacional brasileiro acaba sofrendo com a falta de políticas públicas direcionadas a essa área o que afeta, principalmente, a educação básica, responsável pela alfabetização dos indivíduos e pela iniciação de sua vida em sociedade. Portando, a construção educacional do cidadão é afetada por um governo que se omite de suas responsabilidades constitucionais, uma vez que de acordo a Carta Magna a educação é um dever do Estado e deve ser ,por ele, salvaguardado.

Destate, faz-se necessário que o Ministério da educação, responsável em garantir e aplicar medidas para garantir o direito a educação, promova políticas púplicas de investimentos na formação e estruturação das escolas, principalmente as de nível básico. Esta ação deve ser realisada por meio de projetos de parcerias com os setores privados, como escolas e faculdades privadas, a fim de ampliar o acesso educacional e assim acabar com a desigualdade que a muito afeta o brasileiro. Ademais, o Estado deve por meio de ações legais e execultivas, garantir a educação dos cidadãos e assim assegurar seus direitos constitucionais. Somente desta forma, será possível formar mentes que cresçam e costruam um mundo melhor.