Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 16/01/2021

Didaticamente, a narrativa do mundo é dividida em pré-história e história, de acordo com o surgimento da escrita. Nota-se aí a importância da alfabetização para as civilizações, habilidade essa que é negligenciada no Brasil, tendo em vista que onze milhões de pessoas são anallfabetas no país o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso se deve, primordialmente, às diferenças socioeconômicas e ao modelo educacional vigente.

Em primeira análise vale lembrar que o Brasil foi um país escravista por mais de trezentos anos. Sob essa ótica, dados do IBGE mostram que o analfabetismo é três vezes maior entre negros do que brancos, demonstrando o caráter segregacionista que a educação ocupa. Logo, com menor acesso à educação a população preta se mantém à margem da sociedade, como herança execrável do período da escravidão.

Ademais, um fator que amplia o desinteresse pelo estudo é o modelo educacional vigente. Esse modelo é fechado para pessoas com dificuldades de aprendizado, excluí mais do que incluí e faz com que a afirmação de Nelson Mandela de que há mudanças por meio da educação, torne-se vazia de significado. Assim, uma reforma no modo de ensinar deve ser feita, afim de incluir a todos e adequar-se às dificuldades de cada um.

Portanto, com o intuíto de diminuir a taxa de analfabetismo no Brasil, o Ministério da Educação deve implantar um modelo educacional mais específico, acompanhando o desenvolvimento de cada aluno, com provas semanais para testar a assertividade dos conhecimentos adquiridos. Destarte, a evasão escolar será menor e o progresso estampado no lema da bandeira será possível, com uma nação mais unida pelo poder da educação de qualidade.