Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
As primeiras escolas de formação superior foram implantadas apenas em meados do século XIX, seguindo como um projeto acadêmico que não teve prioridade na construção do Brasil Império. Com base nisso, observa-se o processo tardio na formação de docentes para o ensino básico, permanecendo inócuo esse espaço de aprendizagem. A partir desse contexto, é imprescindível discutir os impactos que o analfabetismo traz para o Brasil, com o intuito de propor medidas que, de fato, combatam tal problema.
Convém pontuar, de início, que alfabetizar é dar autonomia ao indivíduo e contribuir ao bem-estar coletivo. Para Hannah Arendt, filósofa alemã, o conceito de liberdade alude às vontades filosófica de pensar e política de agir e deliberar. No entanto, o cidadão que não sabe lê e não escreve está condicionado a coerção social, a ser alvo de agentes do caos, como maus representantes na esfera do governo.
Por outro lado, é preciso perceber que existe uma falha muito grande no processo de alfabetização, dados do IBGE, em junho de 2019, apontam que existe 11,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos analfabetas. Com isso, é fundamental que políticas de aprendizagem sejam adotadas, principalmente no ensino básico, pois são altas as taxas de pessoas privadas de liberdade no Brasil.
Nota-se, portanto, que é preciso combater os impactos dos altos índices de analfabetismo. Para isso, o MEC deve promover a manutenção e maximização da Política Nacional de Alfabetização (PNA), criada em 2019, às entidades de educação estaduais e municipais, que cuidam do ensino básico no país. Tal ação deve ocorrer por meio da Secretaria de Alfabetização, a fim de combater os danos que o analfabetismo traz para a sociedade, contribuindo, assim, para uma sociedade de pessoas mais livres, autônomas e indepententes.