Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, no cenário atual do Brasil, percebe-se que o processo de alfabetização é um desafio para que isso seja realizado na prática. Por esse motivo, deve ser analisado a falta de educadores capacitados nas escolas públicas e a desigualdade socioeconômico para aumentar o índice de alfabetização na educação básica.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de preparação dos educadores para exercer um ensino de qualidade como o principal impulsionador do problema. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Todavia, a teoria defendida por Freire não é perceptível na realidade brasileira, pois uma grande parcela do país desconhece um aprendizado critíco e libertador no meio social, visto que, segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional, apenas dois quintos dos estudantes do ensino superior não dominam a leitura e a escrita. Dessa maneira, é evidente a importância de educadores qualificados para instruírem os cidadãos a aperfeiçoarem no desenvolvimento da alfabetização.
Além disso, é preciso apontar outro aspecto considerável como a desigualdade socioeconômico para aumentar o índice de alfabetização na educação básica. Nesse viés, de acordo com o economista britânico John Keynes afirmava que a educação básica é um dever estatal e isso, hodiernamente, deve se refletir em projetos de permanência dos alunos nas séries inicias, como a distribuição de cesta básica e de auxílio transporte às famílias necessitadas, com o objetivo de manter o vínculo da criança com a escola e de promover o letramento na fase mais adequada. Sob essa ótica, não investir nesses projetos vai de encontro à proposta de Keynes, uma vez que evidencia a displicência estatal em lidar com a educação.
Conclui-se que, o processo de alfabetização urge a colaboração das esferas governamentais. Desse modo, cabe ao Poder Público, por intermédio do Ministério da Educação direcionar investimentos para o pagamento de professores e para a reforma do ambiente escolar de forma a disponibilizar novos recursos, como computadores e quadros interativos, a fim de promover o auxílio necessário para uma educação de qualidade. Ademais, deve também ocorrer por meio de avaliações mais rigorosas na contratação de professores do ensino público e pela realização de projetos educadores que incentivem a alfabetização. Assim se consolidará com o direito à educação e ao bem-estar social a todos os indivíduos.