Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 28/12/2020

Na distopia ’’ Fahrenheit 451’’, do importante autor Ray Bradbury, o livro é narrado como uma arma carregada na casa do vizinho, ou seja, o objeto-livro-  é descrito de forma metafórica a respeito do poder que umas páginas de papel podem forncer a mente humana. Dessa forma, para o conhecimento ser extraído das folhas, as habilidades relacionadas a escrita e a leitura mostram-se extremamente necessárias para a plena compreensão de um manuscrito. Nesse viés, de acordo com a Constituição federal de 1988, o acesso a alfabetização é garantido a todos de forma igualitária, entretanto, infelizmente, tal direito não está sendo cumprido na prática, tornando-se um impasse a ser superado.

Em primeira análise, é importante salientar  que a educação é a mais poderosa arma que pode ser adquirida por um indivíduo, além de gerar em incontáveis benefícios para a sociedade, como:a  redução da desigualdade e o acometimento de  senso de criticidade pelas massas . Dito isso, de acordo com o filósofo prussiano Imannuel Kant, a chave para o mundo é o conhecimento, e, sem ele, o ser humano encontra-se às margens da perigosa ignorância. Nesse sentido é imprescindível que o Estado invista em ações de cunho socioeducativo, levando a educação e -principalmente- letramento a substancial parcela da população, corroborado com a difusão do conhecimento e com  a mitigação da ignorância.

Por conseguinte, na hodiernidade, o sistema educacional de origem pública mostra-se imensamente sucatizado, gerando em um desestímulo de substancial parte dos alunos, agravando com o óbice do analfabetismo. Nesse contexto, o ínfimo investimento nas escolas -principalmente as redes públicas-, agravam o pertinente quadro de desigualdade social, além de restringir as oportunidades de mudança de vida das classes menos abastadas. Dessa forma, é possível reiterar o filósofo alemão Karl Marx a respeito da mercantilização da educação e da alfabetização de qualidade,pois, os possuidores de capital podem pagar por um ensino de excelência, enquanto os menos abastados são subjgados pelo sistema, convivendo com o obstáculo do analfabetismo.

Portanto, urge que o Ministério da Educação (MEC ) invista em políticas socioeducativas por meio do melhoramento da infraestrutura das redes públicas de ensino, a fim de mitigar a gritante desigualdade mediante ao acesso à educação, com o intuito de difundir a alfabetização de forma  homogênea. Somente assim, o Artigo segundo da Carta Magna irá cumprir-se, garantindo a todos o letramento, e a possibilidade de portarem as poderosas armas descritas em ‘‘Fahrenheit 451’’: os livros.