Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 28/12/2020
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado a menos que uma força seja aplicada sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne ao problema do processo ineficiênte de alfabetização no Brasil, que segue sem intervenção que o resolva. Nesse sentido, estratégias precisam ser criadas para alterar essa situação, que tem como causas: o silenciamento e a falta de investimentos.
Em primeira análise, é preciso atentar para o silenciamento presente na questão do analfabetismo. Sob essa lógica, o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, o que percebe-se é um abafamento dos altos índices de analfabetismo, com intencão de manter a sociedade desinformada sobre a precária qualidade do sistema de ensino. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.
Em segundo plano, a escassez de investimentos em educação se faz terreno fértil para a lacuna de alfabetização no Brasil. Segundo dados do Instituto Getúlio Vargas, a taxa de investimento no país é baixo e configura-se como o menor em 50 anos. Nesse contexto, é notório que a qualidade do sistema de ensino torna-se péssima e insuficiente para a alfabetização plena da nação. Prova disso é que, conforme informações divulgadas pelo IBGE em 2019, há pelo menos 11,3 milhões de brasileiros analfabetos, número altíssimo comparado a outros países. Dessa maneira, é inviável que toda a população saiba ler funcionalmente enquanto não houver maiores investimentos.
Torna-se evidente, portanto, que o processo de alfabetização dos brasileiros é um desafio que necessita de intervenção. Para isso, cabe ao Governo Federal, somado ao Ministério da Educação, aumentar o investimento dado para o sistema educacional. Isso pode ser feito direcionando uma parcela maior do Produto Interno Bruto (PIB) do país para educação. Parte do novo recurso deve ser destinado para a criação de programas e atividades dinâmicas que gerem interesse dos alunos pela leitura, como um clube do livro. Outra parte do recurso, ainda, pode ser encaminhada para a criação de bolsas que mantenham os estudantes de baixa renda na escola. Essas ações precisam ser tomadas visando extinguir o analfabetismo da cultura brasileira. Desse modo, será possível a construção de um país melhor.