Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 24/12/2020

Hodiernamente, a educação é um fator primordial no desenvolvimento de um país.  Contudo, no Brasil, aproximadamente 11,3 milhões de pessoas, com mais de 15 anos, são analfabetas - segundo dados do IBGE. Desta forma, tal problema se deve à estrutura educacional ineficiente e ao número de analfabetos funcionais.

Deve-se pontuar, de início, que o Brasil não investe o necessário no setor da educação e, consequentemente, observa-se o descaso como a falta de escolas, materiais pedagógicos e de uma estrutura didática para os alunos. Segundo o IBGE, 50% dos alunos do 3º ano têm nível insuficiente de leitura e matemática básica. Isto posto, muitos estudantes reprovam e abandonam o ambiente escolar por não conseguirem acompanhar os anos sequenciais. Logo, mesmo tendo a noção de escrita e leitura básica, não apresenta relevância necessária para aprofundar em determinados assuntos.

Vale ressaltar, que a alfabetização, isto é, a capacidade de ler, escrever e operar números, gera liberdade e autonomia à pessoa. Porém, 13% dos que concluiram o ensino médio são analfabetos funcionais - ou seja, apresentam dificuldades em ler, escrever, e operar números-, como aponta os dados do Índice de Analfabetismo Funcional 2018. Com isso, devido a alfabetização insuficiente, parte da população é marginalização, com poucas oportunidades de aprofundar no mercado de trabalho e sem acesso às informações básicas.

Tendo em vistas os aspectos observados, é primordial que o Estado, como garantidor dos direitos individuais, promover uma reestruturação no sistema educacional brasileiro, baseado em estudos e análises das diversidades de toda população, por meio de investimentos de capital, com a finalidade de garantir educação de qualidade a todos. Sendo assim, será possível superar as diversidades do processo de alfabetização em curso no Brasil.