Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 23/12/2020
Segundo a Oganização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO). A alfabetização é o processo de aquisição de habilidades cognitivas básicas responsáveis por contribuir para o desenvolvimento socioconômico da capacidade de concientização social e reflexão crítica como base de mudança pessoal e social. Entretanto, no Brasil, alfabetização para alguns é utópico, pode-se dizer, então, que as precariedades das escolas somada a desigualdade social são os responsáveis por esse cenário.
De início, a falta de alfabetização na primeira infância, deriva das péssimas condições de infraestruturas escolares oque evidencia omissão do Estado. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado deve garantir o bem-estar da população, contudo, isso não ocorre no Brasil, quando se analisa a pesquisa feita pelo portal de notícia G1, de cada 20 escolas de ensino fundamental, em que o professor tem um quadro e um giz para alfabetizar, uma só tem infraestrutura adequada. Nesse sentido, enquanto essa postura estatal persistir, teremos um sociedade incapaz de reivindicar melhorias socias haja vista que o sujeito não sabe escrever o seu próprio nome.
Outrossim, é imperativo ressaltar a desigualdade social como promotora do problema. Não há como pensar em alfabetização em uma sociedade marcada pela fome. A esse respeito, a Constituição Federal em seu artigo 6° garanti a todos, assistência ao desamparado e proteção a infância. Ocorre que no Brasil esse amparo não é homogêneo quando se observa os dados do (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 10,3 milhões de brasileiros vivem em condições de insegurança alimentar grave. Posto isto, entende-se, portanto, que enquanto houver a negligencia do poder público em garantir o sustento básico- direito social- na mesa dos brasileiros, a desigualdade social irá persitir, e como consequencia, a alfabetização se tornará distante da realidade.
Infere-se, portanto, a necessidade de se combater esses problemas. Para isso, o Misnistério da Educação em parceria com o Ministério de Infraestrutura por intermédio do Tribunal de Contas da União deve investir em infraestruturas das escolas por meio de reformas e construção de bibliotecas, destribuição de livros lúdicos, fábulas, água potável, tratamento de esgoto nas escolas. Além disso, deve investir em qualificação de professores por meios de cursos “online” e presencias gratuitos, dando suporte necessário para que este, ensine e alfabetize às crianças, jovens e adultos. Desse modo atenuar-se-à em médio e longo prazo o impacto nocivo da não alfabetização e as futuras gerações terá seus direitos assegurados conforme preconiza a Constituição Federal.