Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracteriza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alfabetização no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do sistema defasado de ensino, quanto da formação de analfabeto funcionais.

Primeiramente, é imprescindível destacar que a defasagem no ensino deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, devido à falta de atuação das autoridades, os desafios para a alfabetização é consequência do sistema ultrapassado de ensino, no qual, a grade curricular é pensada apenas em habilidades técnicas, e não em integralizar conteúdos técnicos, conhecimento sobre áreas, como financeira, social, e saúde, e, principalmente, em desenvolver os talentos de cada estudante. Por consequência, o aluno se sente desmotivado em para a escola, optando, às vezes, por largar esse ambiente.

Outrossim, cabe salientar a formação de analfabetos funcionais como impulsionador do problema. Segundo o Dados do Índice de Analfabetismo Funcional, cerca de um décimo dos que concluíram o ensino médio são analfabetos funcionais. A partir desse pressuposto, a defasagem no processo de aprendizagem, como apenas o ensino de habilidades técnicas, propicia a formação de indivíduos que sabem ler e escrever, mas não interpreta. Dessa forma, essas pessoas passam por todo o período escolar, porém, não conseguem desenvolver aptidões básicas, como raciocínio lógico. Por conseguinte, elas possuem dificuldades para inseri-se no mercado de trabalho.

Portanto, é mister que, para atenuar a problemática, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, promover uma pesquisa de campo, em que, por meio de um questionário respondido por alunos, professores e pais, descubra os principais problemas do sistema de aprendizagem e, as aptidões que poderiam ser ensinadas na escola. A partir disso, promover uma reformulação no processo de ensino, propondo aulas práticas e teóricas que auxiliem o estudantes a desenvolver capacidades técnicas e de outras áreas, como financeira, saúde e social, a fim de reduzir o índice de analfabetismo no Brasil. Nessa perspectiva, haverá uma sociedade em índole com a ideia do livro de More.