Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Na Grécia Antiga -que teve seu início em 1000 a.C- apenas os homens mais afortunados eram alfabetizados. Infelizmente, esse fato não destoa da atual realidade do Brasil, visto que significativa parcela da população mais pobre do país não tem acesso a um bom ensino, isso se deve à baixa qualidade e falta de estrutura das escolas públicas, bem como o frequente trabalho infantil visando o sustento familiar. Com isso, é possível compreender os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil.
Nesse seguimento, vale ressaltar que a qualidade do ensino público do país é extremamente preocupante. Paralelo a isso, no ano de 2017, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou um ranking mundial de qualidade de ensino, no qual o Brasil aparecia na 60ª colocação de 76 países avaliados. Dessa forma, evidencia-se, infelizmente, um claro abandono da educação no país, que de acordo com o artigo 6° da Constituição Federal de 1988, é um direito de todo cidadão brasileiro.
Em segundo plano, vale salientar que o trabalho infantil também colabora para o aumento do índice de analfabetismo no Brasil. Concomitantemente a isso, segundo dados liberados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) , em 2016, mais de 2 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, estavam submetidos ao trabalho infantil, o que, indubitalvemente, atrapalha diretamente no desempenho escolar. Em suma, o trabalho efetuado por menores de idade deve ser combatido o quanto antes, para que as crianças brasileiras tenham apenas o dever e o privilégio de estudar.
Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho para tal problemática, a baixa qualidade do ensino público, bem como o frequente trabalho infantil. Diante disso, cabe ao Ministério da Educação -responsável por garantir a qualidade do ensino no Brasil- desenvolver a educação nas escolas públicas, por meio da implantação de novos métodos de ensino, como a Escola da Inteligência, criada por Augusto Cury, que incentiva a criança a ler e pensar através de diversas dinâmicas, a fim de estimular a criança a aprender. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça -responsável pelo Poder Judiciário do país- combater arduamente o trabalho infantil, por intermédio de fiscalizações em feiras e obras, lugares que mais concentram o trabalho de crianças e adolescentes, com a finalidade de combater esse crime cruel que substancial parcela dos jovens estão submetidos. Assim, observar-se-ia a mitigação dos desafios do processo de alfabetização no Brasil.