Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 19/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante o acesso à cultura a todos os cidadãos. No entanto, tal prerrogativa não tem se cumprido com tanta ênfase na prática. Sob essa ótica, a desigualdade social faz com que muitas pessoas abandonem a escola, bem como a inoperância escolar, são fatores que colaboram para o alto índice de analfabetos no Brasil.

A princípio, é importante ressaltar que a evasão escolar é crescente, devido a necessidade dos jovens ajudarem financeiramente suas famílias. De acordo com o INEP, cerca de 12% dos adolescentes abandonaram a escola, em 2018. Percebe-se, nesse viés, que a disparidade econômica e social influencia na desistência do ensino, o que se torna um ciclo de difícil reparo. Desse modo, aumentam o número de indivíduos com baixo nível de compreensão e senso crítico, consequentemente, será um impacto no setor empregatício, já que não há uma boa alfabetização e outros pré-requisitos.

Além do mais, outro fator que corrobora para a agravante crise é a ineficácia do método de ensino público. Consoante Jean Piaget, educar e criar mentes capazes de criticar e verificar tudo que a elas é imposto. Entretanto, muitas escolas continuam com a antiga pedagogia, a cobrança de conteúdos decorados e notas altas. Observam-se, por consequência, alunos com baixa alfabetização e, por vezes, se sentem obrigado a estudar, mas não encontram prazer nesse processo de crescimento psíquico. Logo, é necessário mudar a forma pedagógica, a fim de que os discentes encontrem nos estudos uma maneira de mudar a realidade vivida.

Infere-se, portanto, que são imprescindíveis medidas para melhorar o ensino básico e cumprir com as garantias da Carta Magna. Em vista disso, cabe ao governo, como instância máxima de administração executiva, investir em políticas públicas voltadas à infraestrutura de locais com baixa renda, com o objetivo de fornecer condições básicas para uma melhor qualidade de vida, por meio de leis orçamentárias que destinam verba para esses investimentos. Por fim, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira disciplinas que ressaltam os problemas sociais, atividades curriculares práticas, que descubram as qualidades e qual setor do mercado de trabalho os alunos em sua individualidade tem mais afinidade. Dessa forma, a evasão escolar diminuirá, os estudantes terão um melhor senso crítico e prazer no processo de aprendizado. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.