Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/06/2018
A Organização Mundial da Saúde definiu em 1948 que o conceito de saúde seria: “estado de completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença”. Analisando esta afirmação e relacionando-a com o eminente risco que o público infante tem em relação a obesidade, percebe-se que este frágil grupo está exposto a um problema que pode ser levado por toda a sua vida desencadeado por problemas em relação criação de hábitos e comportamentos não saudáveis.
Convém ressaltar, a principio, que a família é o primeiro contato social que uma criança possuí, tendo nesta um espelhamento em relação a desenvolvimentos comportamentais e de hábitos. A partir disso, tem-se que a obesidade infantil encontra respaldo quando há não só um problema congênito, mas sim de uma má alimentação e da falta de exercícios físicos com isto gerando problemas em relação a aparência, a convivência social e a integridade física de quem sofre com ela agravando ainda isto.
Além disto, com o barateamento de alimentos industriais processados tornou-os bem mais acessíveis que alimentos saudáveis, mostrando-se como um fator que interfere na escolha final do que vai para o cardápio ou armário do consumidor. Isto também atrela-se ao grande investimento das indústrias alimentícias em propagandas especialmente voltada ao público infantil, tornando-os como peça fundamental da escolha desses alimentos.
Por conseguinte, é possível salientar a responsabilidade da esfera civil na criação de possibilidades ao acesso facilitado de todos os núcleos da sociedade a uma alimentação saudável; das mídias, na divulgação de eventos esportivos, de programas jornalísticos voltados a alimentação saudável e a conscientização em relação a publicidade infantil; das escolas, no incentivo de práticas desportivas em todos os anos escolares, palestras e atividades lúdicas para a conscientização de pais e filhos sobre a importância de manter uma vida saudável.