Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/09/2021

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, a qual é marcada pela ausência de conflitos e problemas sociais. No entanto, fora da ficção, percebe-se que tal corpo social não condiz com a realidade hodierna, uma vez que o Brasil encontra dificuldades para o combate da obesidade infantil. De certo, esse impasse se dá pela negligência familiar e pela insuficiência de informações escolares.

Diante desse cenário, pode-se destacar a passividade dos pais e familiares como um dos desafios que colabora para à obesidade infantil. Nesse viés, de acordo com o portal de notícias “O tempo”, os casos de obesidade infantil triplicou no ano de 2017. À luz dessa perspectiva, é notório que a família têm papel fundamental na educação alimentar das crianças, entretando, com a celeridade da vida moderna as refeições- muitas vezes, mais saudáveis- são facilmente trocadas por lanches rápidos, por exemplo, hambúrgues e pizzas, o que prejudica a saúde e contribui para o elevado indice de obesidade entre os jovens no território tupiniquim.

Outrossim, vale ressaltar a escassez de aulas nas redes de ensino nacional sobre o combate da obesidade infantil como agente que tonifica o impasse. Sob essa ótica, segundo Nelson Mandela- ex-presidente da África do Sul- a educação é a arma mais poderosa para mudar a realidade. Assim, com base nessa visão, a falta de aulas e palestras, ministradas por psicólogos e profissionais formados em nutrição, nas escolas e espaços públicos, com o fito de informar os discentes e a população da importância de refeições regulares e saudáveis, faz com que as instituições escolares se tornem vetores tonificantes desse entrave.

Dessa forma, portanto, cabe aos pais e familiares o acompanhamento da alimentação dos seus filhos, por meio de hábitos alimentares mais saudáveis e com isso diminuir o elevado nível de obesidade infantil no país. Ademais, urge ao Ministério da Educação- órgão responsável pelas rede de ensino do país- a criação de aulas e campanhas, que devem ser ministradas por psicólogos e nutricionistas, por intermédio da ampliação da BCC(Base Comum Curricular), logo, com o objetivo de combater a obesidade infantil. Com isso, tornando a realidade cada vez mais próxima da teoria de Thomas More.