Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 26/08/2021
A chegada da mulher no mercado de trabalho, no século XX, resultou na necessidade de alimentos práticos. Nesse viés, a indústria alimentícia passou a produzir pacotes, nos quais a comida vinha pronta, mas com açúcar e conservantes. Nesse sentido, atualmente, a família desorientada permite que as crianças abusem desses produtos e as empresas desse ramo são negligentes com a saúde dos menores. Dado isso, cabe a discussão dos fatores motivadores da obesidade infantil em prol da amenização dessa problemática.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar o ciclo familiar desinformado. Dessa forma, é notório que uma parcela familiar não procura saber os componentes nutricionais de cada embalagem, pois, caso soubesse, não permitiria esses industrializados na alimentação diária das crianças. Por conseguinte, conforme o site G1, cerca de 90% dos embalados contém açúcar, farinha e conservantes - causadores do sobrepeso e câncer, segunda biologia. Assim sendo, quem deveria zelar pela saúde dos pequenos, acaba afetando-a.
Outrossim, também vale ressaltar o descuido empresarial com a nutrição infantil. À vista disso, as empresas priorizam o lucro, então, para vender mais alimentos e esses não estragarem rápido, elas acabam colocando ingredientes mais saborosos - xaropes, derivados do trigo, conservantes - mesmo que sejam prejudiciais. Além disso, consoante ao jornal New York Times, o marketing industrial engana os consumidores ao dizer que tais alimentos são nutritivos, no entanto, ao ler os rótulos, percebe-se que não tem nutrientes. Nesse contexto, a obesidade infantil persiste porque as indústrias são negligentes.
Evidencia-se, portanto que os parentes e os negócios alimentares são causadores do mal que afeta os menores. Posto isso, cabe ao Estado criar campanhas de conscientização através dos meios de comunicação - rádio, televisão - afim de que a população saiba nutrir os pequenos. Ademais, cabe também ao Estado incentivar, por meio de apoio financeiro, as empresas a reduzirem os componentes maléficos e assim melhorar a saúde infantil. Se assim for feito, a sociedade priorizará a nutrição, e não a praticidade, como foi feito no século passado.