Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/08/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, o Estado tem a função de garantir o acesso à saúde para todos os cidadãos brasileiros. No entanto, alguns fatores comprometem a garantia desse direito fundamental, como, por exemplo, o elevado índice de sedentarismo infantil no Brasil contemporâneo, que causa o aumento dos casos de obesidade em crianças. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a falta de incentivo à prática de atividades físicas e a influência negativa das mídias nos hábitos alimentares.
Primeiramente, vale ressaltar que durante o governo de Juscelino Kubitschek, medidas foram tomadas para favorecer o processo de industrialização, o que causou um crescimento urbano desordenado, que teve como uma das consequências o aumento da marginalização e violência nas cidades. Nesse sentido, atualmente, muitos pais, preocupados com a segurança de seus filhos, não incentivam a prática de brincadeiras nas ruas e como uma alternativa de lazer, as crianças passam grande parte do tempo entretidas com a televisão, videogames ou celulares. Devido à falta de exercícios, elas se tornam sedentárias, o que pode causar muitos problemas de saúde, como a obesidade, que é considerada uma doença muito preocupante no século XXI.
Além disso, é importante salientar que o sedentarismo promove maior contato dos menores com as mídias, o que influencia negativamente os hábitos alimentares deles. Na música “Admirável Chip Novo”, da cantora Pitty, o trecho: “Pense, fale, compre, beba” ilustra o quanto os anúncios publicitários influenciam as ações cotidianas das pessoas. Isso pode ser observado quando as propagandas divulgam comidas, geralmente industrializadas, como fast foods e doces, incentivando uma alimentação não saudável. Logo, as crianças sedentárias, que passam grande parte do tempo assistindo TV ou conectadas na internet, são induzidas, através das mídias, a ingerir alimentos altamente calóricos, o que aumenta a possibilidade de elas se tornarem obesas.
Torna-se evidente, portanto, que a problemática abordada deve ser combatida. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promova campanhas de conscientização, que incentivem a prática de exercícios e a alimentação saudável das crianças. Esse projeto pode ser implementado por meio de palestras nas escolas, realizadas por nutricionistas e instrutores físicos, com o objetivo de alertar os pais dos alunos sobre os riscos do sedentarismo ao bem estar de seus filhos. Dessa forma, a obesidade infantil e outros problemas de saúde serão reduzidos.