Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/08/2021
No período do Renascimento Cultural na Europa, estar acima do peso era considerado algo positivo, pois representava ostentação alimentícia numa época em que muitos passavam fome. No entanto, hoje a obesidade pode significar um risco ao bom funcionamento do corpo, principalmente dos indivíduos que estão em fase de amadurecimento, como é o caso das crianças. Nesse sentido, percebe-se que a falta de preocupação familiar em relação à alimentação dos pequenos, em sintonia com os novos hábitos culturais, aumenta o impasse analisado.
Em um primeiro momento vale lembrar do advento da Revolução Industrial, no século XVIII, e as transformações tecnológicas ocorridas, o ser humano se tornou mais sedentário. Além disso, a popularização de empresas no ramo alimentício, como McDonald’s na década de 70, fez com que os costumes de alimentação saudável fossem substituídos por “fast foods”, que normalmente são altamente gordurosos, oferecendo sérios riscos à saúde do consumidor. As crianças, por não terem um senso crítico bem desenvolvido, são atraídas pelos brinquedos e imagens coloridas nas propagandas de tais empresas. Nesse sentido, a própria falta de controle dos pais acaba contribuindo para a má alimentação dos filhos.
Vale também lembra do que foi dito por Aristóteles, “a felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade”. Diante disso, nota-se que as crianças andam praticando cada vez menos exercícios físicos, o que, aliado com a tecnologia disponível atualmente, acaba formando um costume que pode levar ao ganho de peso. Nessa perspectiva, deve-se estimular os pequenos a praticarem brincadeiras tradicionais, para que dessa forma o sedentarismo não seja adotado como um estilo de vida.
Portanto, tendo em vista os prejuízos que a obesidade pode causar na saúde das crianças, seu combate deve ser rapidamente efetivado. A princípio, o Ministério da Saúde deve criar uma cartilha com uma lista de alimentos classificados em benéficos ou não, enviando-a para os pais, os quais serão responsáveis pela conscientização das futuras gerações sobre a importância de segui-la nas refeições diárias, assim mantendo o futuro das crianças brasileiras saudável.