Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 19/08/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em um dos seus artigos, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os impactos da obesidade infantil no Brasil, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Assim, não só a baixa atuação dos setores governamentais, mas também a influência negativa da mídia são fatores que contribuem para sustentar essa realidade preocupante, sendo necessário a tomada de medidas que resolvam esse impasse.
Nesse contexto, é fundamental pontuar que os desafios do combate à obesidade infantil em âmbito brasileiro deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que diz respeito à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de ação das autoridades, a final, graças a inoperência regencial, grande parcela da população é exposta a uma gama ilimitada de alimentos com baixo teor nutritivo por serem mais baratos e de fácil acesso para compra. O que impacta diretamente na alimentação das crianças, visto que o Poder Público não dificulta a obtenção de comidas com alta taxa calórica e da pouca importância a reeducação alimentar. Assim, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é fundamental apontar a influência negativa da mídia como impulsionador do problema. Durante o Governo Vargas, a população era fortemente influenciadapela mídia, que construía uma imagem heróica do presidente e moldava a opnião e o comportamento da população de forma negativa. Diante de tal exposto, fica claro que a análise social apresentada na época pode representar facilmente a atual realidade brasileira quando trata-se dos efeitos da publicidade na vida das crianças, em que inúmeros indivíduos encontram-se expostos ao bombardeio diário de comerciais de “fast food” que podem trazer como consquência a naturalização do consumo frequente desses alimentos que vão impactar negativamente a saúde desse grupo. Tudo isso retarda a resolução do problema, uma vez que a influência negativa da mídia contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.