Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/08/2021
No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, pode-se observar um empresa de doces que formula vários modos de atender aos desejos infantis, elaborando uma série de produtos para agradar o paladar dos pequenos. Não obstante, fora da ficção, evidencia-se, que as indústrias alimentícias trabalham com esse mesmo objetivo, aumentando os desafios no combate à obesidade infantil. Nesse sentido, a ausência de incentivos à vida saudável nas escolas e a negligência familiar pela falta de informação são fatores que agravam esse imbróglio.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que, atualmente, a maioria das entidades educacionais não realiza nenhum evento esportivo para estimular seus discentes, embora os profissionais saibam que, momentos de lazer envolvendo a interação social e atividades físicas cooperam com a melhoria da qualidade de vida. Consequentemente, além de propiciar o desinteresse de manter-se saudável, as crianças possuirão predisposição de tornarem-se obesas, uma vez que não aprenderão a alimentar-se corretamente e nem a ter o hábito de se exercitar. Outrossim, tais comportamento foram previstos pelo filósofo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, afirmando que, à medida que o tempo avançasse, cada vez mais superficiais e egoístas se tornariam as massas, o que pode ser observado diante da imparcialidade dos pedagogos para com a saúde de seus alunos.
Em segundo plano, salienta-se que, alguns responsáveis, por não buscarem informação sobre os impactos da má alimentação na vida de seus filhos, não fazem nenhum tipo de acompanhamento nutricional e não educam, desde cedo, as crianças a apreciarem legumes e frutas , oferecendo sempre alimentos ultraprocessados que não trazem nenhum benefício, alegando ser mais “prático”. Sob esse ponto de vista, o filósofo Arthur Schoppenhauer, em sua teroia sobre os limites do campo visual, afirma que um ser humano baseia sua visão de mundo apenas aqueles que já viu ou viveu, desprezando as demais situações ao seu redor e, de maneira análoga, vê-se que, os pais desatentam-se da saúde de crianças e adolescentes, muitas vezes, porque não buscaram dados suficientes para evitar que eles sofressem as consequências da sua negligência.
Dessarte, é necessário, portanto, que o governo federal, como órgão atuante em máxima administração executiva no Brasil, possa agir em prol das minorias, por meio da intensificação de projetos escolares, como jogos interclasse e intervalos recreativos para crianças, bem como o forneciemnto de palestras nas escolas sobre o que é a obesidade e como evitá-la, voltada para alunos e responsáveis. Logo, desse modo, será possível cooperar com o fim dessa doença no âmbito brasileiro e colaborar com o desenvolvimento de uma sociedade que visa a saúde e bem-estar dos pequenos.