Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 10/08/2021
É insofismável que, com a globalização em voga, a sociedade se desenvolve cada vez mais com a interculturalidade. Contudo, a influência exarcebada de culturas externas através, por exemplo, de propagandas e anúncios publicitários vem intensificando problemáticas no Brasil, tal como a obesidade infantil -que, por sua vez, é corroborada pela educação displicente dos pais. Por isso, é necessário que tais desafios sejam rompidos para o combate efetivo da obesidade infantil.
Nesse viés, é válido ressaltar que a interculturalidade reflete na questão da obesidade infantil à medida que há importação de cultura em massa. Isto é, influenciada pelo modo de vida norte-americano desde a Guerra Fria com o “American Way of Life”, a sociedade brasileira passou a consumir “fast foods” em quantidades exuberantes, como Mc Donalds e suas promoções infantis, como Mc Lanche Feliz, que seduz o público pueril através dos brinquedos temáticos de heróis e desenhos animados. Com isso, o combate ao problema da obesidade infantil torna-se cada vez mais impetuoso, visto que o consumo de “fast foods” por crianças é arduamente estimulado.
Além disso, é preciso salientar que a participação dos pais, como protagonistas na formação e educação dos filhos, é fundamental no combate à obesidade infantil. Isso significa que, assim como diz a máxima de Pitágoras: “é preciso educar as crianças de hoje para que não seja preciso castigar os homens”, é fundamental que os pais e tutores ensinem suas crianças a importância de uma vida saudável e a consolidem dentro e fora de casa. Dessa forma, o agravamento para um quadro de obesidade infantil será evitado desde o início da infância, evitando maiores prejuízos.
Sendo assim, tendo em vista que a influência da publicidade estrangeira exasperada e a educação omissa dos pais configuram grandes obstáculos para o combate à obesidade infantil, precisam ser erradicados. Portanto, urge que o Conselho Tutelar, por meio de incremento de lei no ECA -estatuto responsável pela garantia dos direitos da criança e do adolescente- extinga propagandas de fast foods associadas ao público infanto juvenil, a fim de desestimular os maus hábitos alimentares na infância. Ademais, é vital que o MEC, por meio das redes escolares -mediante a união de orientadores educacionais e os pais- ratifique a educação alimentar e adote hábitos saudáveis comuns na escola e em casa. Logo, a problemática da obesidade infantil será suprimida do cenário brasileiro.