Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/07/2021
A descomunal ascenção dos índices de obesidade infantil, um fenômeno recente na história, está evidentemente ligado ao novo estilo de vida sedentário que somado com a abundância de recursos, consequências do desenvolvimento econômico e tecnológico proveniente da revolução industrial, resulta em um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Todavia a falta de informação perante a gravidade da situação é alarmante, devendo ser tratado com seriedade desde a infância.
Durante a vida escolar, a criança tem a educação física, um componente curricular obrigatório da Educação Básica, como um contato direto a diversos esportes e atividades físicas essênciais para a saúde. Entretanto, o devido cuidado com a alimentação é negligenciado pelo sistema de educação, cuja deficiência se alastra por toda a vida adulta. Um aprofundamento teório e pratico sobre metabolismo e nutrição significaria preparar jovens para lidar com um dos mais essências pilares de sua saúde e seus frutos iriam muito além do controle da gordura corporal, traduzindo em uma melhora da saúde geral e possivelmente controlando outros .
Tão importante quanto possuir a devida educação alimentar, é ter ciência da obesidade não como um estado de acomodação, mas como doença física e neurológica. Distúrbios alimentares possuiem muitas origens. Na infância, o bullying é uma causa comum que retroalimenta a condição da vítima, que ao recorrerem ao alimento por recompenças cerebrais pode desenvolver níveis de compulção alimentar. A partir do momento que a pessoa se encontra em um grau elevado de obesidade, muitas vezes antes de tratar da doença em si - que intrinsecamente já resulta em alterações neurolócias - é imprescendível a avaliação psicológica.
Destarte, se mostra necessário a criação de metodos para conter tamanha epidemia. Assim sendo, a escola possui papel essêncial como formadora de cidadãos, e o sistema de educação deve suprir a necessidade de informação a respeito de nutrição e suas patologias, criando ou fundindo tal ensino como matéria curricular e promovendo palestras com profissionais da área. Assim como oferecer melhor suporte psicológico e trabalhando os estigmas relacionados aos quadros de sobre-peso entre crianças e adolescentes.