Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 24/08/2021
De acordo com a escritora Chimamanda Adichie, o “status quo” - estado das coisas - é sempre penosa, isto é, para mudar algum aspecto social, existe um caminho árduo e difícil. Nesse sentido, pode-se dizer que muitas crianças estão em situação de obesidade e, para converter essa conjuntura não é simples, visto que tais indivíduos sofrem constantes discriminações e possuem dificuldade em alterar o seu estilo de vida sozinhos. Desse modo, é imperioso que a influência da alimentação saudável, em ambientes nos quais as crianças mais estão inseridas, contribui para os hábitos alimentares e, ainda, o preconceito vivenciado por crianças com sobrepeso torna nítido que a sociedade carece de informações sobre o assunto.
Sob esse viés, faz-se necessário mencionar o período escolar, pois é o local no qual o jovem passa parte da infância, e o modo de alimentação ensinado pode contribuir para a disseminação de atitudes saudáveis. Diante dessa ótica, é válido destacar um dos conceitos produzidos pelo filósofo empirista, John Locke, o qual afirma que nascemos como folhas brancas e ao longo da vida a personalidade é formada de acordo com as experiências vivenciadas. Dessa forma, é nótorio que, em relação a situação abordada, o conhecimento acerca dos benefícios de um estilo de vida saudável, ainda na infância, pode auxiliar na sua formação, no comportamento e a criar bons hábitos. Assim, esse processo pode contribuir para uma alimentação com mais nutrientes, favorecendo a saúde.
Além disso, ressalta-se que há, uma desinformação sobre obesidade infantil, fomentando estranhamento e discriminação sobre as crianças. Nessa perspectiva, sabe-se que durante o século XIX, a ciência criou o conceito de determinismo biológico para legitimar o discurso preconceituoso, tornando a função social do indivíduo relacionada a características biológicas. Acerca disso, percebe-se que julgamentos e críticas associadas hordiernamente a quem sofre com o sobrepeso ocorre a séculos, faltando consciência e informação, pois a obesidade pode ter consequências não apenas físicas, mas também psicológicas. Logo, é perceptível que a escassez de informação aumenta a quantidade de ações preconceituosas, prejudicando a vida de quem sofre com a obesidade.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para sanar a problemática. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Educação elabore para os pais e crianças conteúdos sobre a importância de criar hábitos saudáves e, também, sobre a obesidade infantil, por meio de palestras e campanhas de conscientização no âmbito escolar, a fim de diminuir a taxa de sobrepeso na infância e dar maior qualidade de vida para esses indivíduos. Ademais, cabe a escola adicionar ao cardápio alimentos como frutas e verduras para influenciar um comportamento sádio.