Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/09/2020
No Brasil contemporâneo, a obesidade infantil ainda é analisada como uma questão preocupante, considerando que está diretamente ligada a doenças. Isso se deve, sobretudo, às propagandas de alimentos industrializados direcionados às crianças e ao sedentarismo cada vez mais presente. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em primeiro lugar, as propagandas de alimentos industrializados, que normalmente contém açucares e adoçantes, causadores de obesidade, aumentaram consideravelmente. Essas publicidades que incentivam o consumo em massa, que teve seu início após a Primeira Guerra Mundial, atraem o público para comprarem seus produtos. Contudo, a difusão delas para crianças consiste em um grave problema, pois os menores ainda não têm noção dos problemas causados por esses alimentos, que podem levar ao ganho excessivo de peso. Logo, os comerciais envolvendo comidas que são direcionados ao público infantil devem ser proibidos.
Em segundo lugar, o sedentarismo é um grande vilão no combate à obesidade infantil. Segundo o filósofo Aristóteles, “A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade”. Entretanto, conforme as novas tecnologias atraíram a atenção dos jovens, as “antigas” brincadeiras que envolviam exercícios foram deixadas de lado, aumentando consideravelmente o número de crianças sedentárias. Dessa maneira, para que o combate à obesidade dos menores gere resultados, atividades físicas devem ser incentivadas.
Portanto, visando uma diminuição no número de crianças obesas, urge que o Governo proíba propagandas alimentícias visando o público infanto-juvenil. Além disso, ele deve promover palestras e campanhas, que podem ser realizadas nas escolas, de modo que haja a promoção de atividades físicas e a conscientização sobre a alimentação adequada, para que os vilões que geram o sobrepeso, o consumismo e o sedentarismo, possam ser combatidos. Só assim a obesidade infantil no Brasil será reduzida.