Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/09/2020
A obesidade infantil é um dos grandes desafios para a humanidade. Ela pode ter tanto influência genética, quanto desencadeada por hábitos não saudáveis, e vem a ser um gatilho para diversos outros problemas de saúde. A OMS em seu estudo mais recente de outubro de 2017, apontou um total de 124 milhões de crianças e adolescentes obesos em todo o mundo, isso ocorre em virtude da crescente industrialização dos alimentos, do desenvolvimento de tecnologias para lazer que induzem ao sedentarismo, e também, da desregulamentação das políticas de propagandas, principalmente as que tem como público alvos as crianças e adolescentes.
Em decorrência da industrialização dos alimentos e com o objetivo de vender cada vez mais, os produtos são específicos para ter a maior palatabilidade e aceitação do público, resultando em níveis astronômicos de gorduras e açúcares, sem se preocupar com a saúde do consumidor. As crianças nesse caso são as mais afetadas, devido a preferências gerais de paladar.
Os jogos eletrônicos viraram febre entre os jovens, ocasionando uma diminuição de jogos ao ar livre e da prática de exercícios físicos. Esses jogos prendem a atenção das crianças por horas dentro de suas casa, acabando por influenciar no aumento do sedentarismo e do consequente ganho de peso.
Outro aspecto a ser observado é sobre a influência do marketing sobre as crianças, que por não terem um senso crítico desenvolvido, são facilmente induzidas ao consumo de industrializados. Um exemplo é da rede Mc`donalds, que induzem o consumo de fast-food por crianças oferecendo brindes e brinquedos chamativos a esse público.
A obesidade infantil deve ser tratada com seriedade para que as gerações adultas possuam um nível de vida saudável e longevo. Para que isso ocorra, os ministérios reguladores de produção alimentícia mo mundo devem exigir, o mais rápido possível, níveis máximos de açúcar e gorduras que não ponha em risco seus consumidores, além de promoverem campanhas publicitárias que promovam o consumo de alimentos de origem natural e de baixo teor calórico. Outro aliado devem ser as famílias, que forneçam uma alimentação nutritiva em casa, controlem o tempo gasto com videogames e que participem juntos, pais e filhos, em atividades físicas e esportivas. Por último, os órgãos reguladores de marketing publicitários devem proibir propagandas diretas para crianças e proibir recompensas ao consumir um produto não saudável, alcançando assim, a gradativa redução da obesidade infantil.