Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/08/2020
O documentário nacional “Muito além do peso”, retrata a realidade de crianças e adolescentes que convivem com a obesidade. Desse modo, tal problemática é decorrente de fatores socioeconômicos, bem como, da facilidade com a qual os alimentos, principalmente embutidos e “fast foods” estão disponíveis na mesa do brasileiro. Diante disso, medidas que transformem essa chaga social, fazem-se necessárias, uma vez que isso tem-se tornado uma questão de saúde pública no país.
Segundo um relatório realizado pela ONU, cerca de 7,3% das crianças com idades entre 0 e 5 anos estão consideradas acima do peso. Tal fato, está relacionado à questões socioeconômicas que vão desde o preço dos alimentos até à falta de informação nutricional. Nesse sentido, cada vez mais o capitalismo incentiva o consumo de alimentos prontos e processados à baixa custo, o que os tornam além de acessíveis, frequentes na alimentação nacional. Ainda, em lugares onde o analfabetismo existe, a falta de informação faz com pais e mães acreditem que o macarrão instantâneo, o cereal infantil e o biscoito recheado compõe uma alimentação saudável, como mostra o documentário.
Outrossim, cabe discutir as consequências da obesidade infantil. Assim, á nível físico, tem-se crianças com problemas considerados de adultos, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e vasculares, aumento das taxas de colesterol, problemas respiratórios, como o cansaço exacerbado, além da indisposição e movimentos cotidianos limitados. Já à nível psicológico, tem-se diminuição da autoestima, estrias e o fato de a criança obesa ter dificuldades em lidar com o preconceito, a discriminação e o “bullying”, que são problemas bastantes frequentes na sociedade. Aliado à tais problemáticas, a falta de atividade física constante nas escolas, contribui de maneira significativa para que tenham-se crianças obesas no país, o que demanda solução.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de se combater a obesidade infantil no Brasil. Dessa forma, a correlação entre governo e mídia é de suma importância. Assim, ao primeiro, em parceria com o MEC e educadores físicos, cabe a criação de campanhas educativas nas escolas com o intuito de enfatizar os problemas decorrentes da obesidade e o incentivo á prática constante de atividades físicas monitoradas pelos profissionais da saúde. Já ao segundo, em parceria com nutricionistas, cabe a criação de propagandas educativas que busquem por meio da televisão e internet, conscientizar crianças, jovens e adultos, sobre os problemas ocasionados por uma má alimentação, além da importância de comer de maneira saudável. Dessa maneira, será possível combater a obesidade infantil e ter na sociedade, crianças e adultos saudáveis.