Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/08/2020

Na refilmagem do clássico “A Fantástica Fábrica de chocolate”, estreado em 2005, é retratada a história de cinco crianças que foram sorteadas por uma promoção e Augustus Gloop é o único garoto que possui um alto sobrepeso na trama. Entretanto, fora da ficção, o desafio do combate à obesidade infantil é preocupante e pouco debatido também na sociedade brasileira, sendo gerada não só pelos altos índices de consumismo exacerbado, mas também pela falta de informações sobre uma má alimentação e seus riscos futuros. Nessa lógica, para que o problema do peso excessivo na infância seja combatido, são necessárias medidas governamentais, educacionais e informacionais.

Em primeiro lugar, o consumismo exacerbado é resultado de conflitos de ideologias opostas. Sob tal ótica, durante a Guerra Fria o capitalismo norte-americano através da “Markenting do consumo” propagou mundialmente aos cidadãos que a felicidade era garantida pelo alto poder de compra. Analogamente, no Brasil, essa ideia ainda se perpétuo,  presente nas redes sociais e em propagandas televisivas, transparecendo uma idealização nociva de consumo, na qual a quantidade vale mais que a qualidade dos produtos, influenciando não só as crianças a consumirem alimentos não saudáveis, mas também todas as suas famílias. Em síntese, o consumo de produtos poucos nutritivos, gera crianças com uma saúde fragilizada e cidadãos futuros doentes.

De outra parte, a falta de conhecimento sobre uma má alimentação na infância gera doenças. De acordo com a Carta Magna de 1988, no seu artigo 196, é previsto o direito ao acesso universal e igualitário à saúde por intermédio de políticas públicas sociais e econômicas buscando a redução de possíveis riscos de doenças na sociedade brasileira. Similarmente, o cumprimento dessa lei na prática é falho, visto que as poucas ações do Poder Público em fornecer as devidas informações por intermédio de ações educacionais para promover o bem-estar de crianças, e evitar a surgimento de doenças como hipertensão e diabetes são inexistentes. Dessa forma, enquanto o papel da Constituição não for executado, o país permanecerá em um baixo crescimento na saúde.

É válido, portanto, a utilidade de combater a obesidade infantil no Brasil. Logo, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação e da Cidadania, poderão realizar projetos em instituições de ensino, com a participação de profissionais nas áreas da saúde e do esporte, agregando à grade escolar, com a intenção de trabalharem com as crianças e seus responsáveis que o adequado consumo de alimentos e práticas de esportes, promoverá uma vida mais saudável e menos sedentária diminuindo, assim, os casos de doenças cardiovasculares e generativas. Sendo assim, o impasse do sobrepeso na infância será solucionado e a realidade do personagem Augustus Gloop será oposta no país.