Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 17/08/2020

A obesidade trata-se de um distúrbio que envolve excesso de gordura corporal, aumentando o risco de problemas de saúde. Geralmente, a obesidade resulta da ingestão de mais calorias do que as calorias queimadas por exercícios físicos e atividades diárias normais. Sendo assim, a obesidade infantil é um problema ainda maior, pois as crianças manifestam problemas de saúde ainda em fase de desenvolvimento. Esse problema tem raízes na má alimentação e no sedentarismo.

A priori, é imperioso destacar que o problema da obesidade infantil está diretamente relacionado à má alimentação. “Cerca de 95% dos casos de obesidade e sobrepeso são por causas exógenas, ou seja, principalmente maus hábitos alimentares. Só 5% dos casos é que são doenças, propriamente ditas, principalmente endocrinológicas, que podem levar à obesidade. Quando se tem mau hábito alimentar, normalmente é algo que a família reforça ou tem”, aponta Artur Delgado, nutrólogo pediátrico do Hospital Israelita Albert Einstein. Com a crescente industrialização dos alimentos, as crianças estão consumindo mais alimentos ricos em gorduras e açúcares. É importante ressaltar que com o consumo exagerado de gorduras e açúcares, há uma mudança na produção de hormônios ligados ao prazer, como a dopamina. Assim, começa um processo de compulsão alimentar: como um vício. Logo, é imprescindível mudar os hábitos alimentares desde cedo.

Outrossim, é imperativo pontuar que o sedentarismo também é um grande vilão para a obesidade infantil. Com o advento das novas tecnologias as crianças têm levado um estilo de vida cada vez mais sedentário, passando horas em frente à televisão, computadores e celulares, deixando de brincar ao ar livre e praticar atividades físicas. Um trabalho realizado na Cidade do México encontrou um aumento de 12% no risco de desenvolver obesidade para cada hora por dia na frente da TV. Os autores concluíram que a TV aumenta o risco de obesidade não só por desviar a criança das atividades físicas, mas por induzir à ingestão de alimentos altamente calóricos. Sendo assim, é fundamental fazer com que as crianças pratiquem mais atividades físicas.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a obesidade infantil. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com nutricionistas, deve elaborar cardápios de merendas infantis, por meio de análise criteriosa das necessidades nutricionais das crianças, com o intuito de promover uma alimentação saudável para elas. Além disso, a família também tem grande responsabilidade sobre o cardápio das crianças e deve controlá-lo, assim como incentivar atividades físicas. Só assim será possível tornar as crianças mais saudáveis e com peso adequado.