Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/07/2020

No filme “A Fantástica Fábrica de chocolate”, estreado em 2005, é retratada a história de cinco crianças que foram sorteadas por uma promoção feita pelo proprietário Willy Wonka, e Augustus Gloop é o único garoto que possui um alto sobrepeso na trama. Entretanto, fora da ficção, os desafios do combate á obesidade infantil também se faz presente na sociedade brasileira, sendo gerada não só pelo consumo exacerbado histórico, mas também pela falta de informações sobre uma má alimentação e seus riscos futuros. Nessa lógica, para que o peso excessivo infantil seja combatido, são necessárias medidas governamentais, educacionais e informacionais.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o consumismo exacerbado é resultado de conflitos históricos. Sob tal ótica, durante a Guerra Fria - iniciada no ano de 1947-, o capitalismo norte-americano com uma “Markenting do consumo”, se propagou mundialmente, com a intenção de transmitir aos cidadãos que a felicidade era garantida pelas grandes quantidades de compra. Analogamente, no Brasil, essa idéia ainda de perpétua intensamente, seja por redes sociais ou por propagandas televisivas de uma idealização nociva de consumo, influenciando não só as crianças a consumirem alimentos não saudáveis, mas também todas as suas famílias. Em síntese, a grande cultura em massa do consumismo gera crianças pouco saudáveis e futuros cidadãos com uma saúde fragilizada.

De outra parte, é cabível frisar que a falta de conhecimento sobre uma má alimentação na infância gera possíveis doenças. Segundo, a Carta Magna de 1988, no seu artigo 196, prever-se o direito ao acesso universal e igualitário a saúde por meio de políticas públicas sociais e econômicas buscando a redução de possíveis riscos de doenças na sociedade brasileira. Similarmente, o cumprimento dessa lei na prática é falho, haja vista que as poucas ações do Poder Público em fornecer as devidas informações para promover o bem-estar de crianças, e evitar a surgimento de doenças como o sedentarismo e hipertensão na infância é pouco debatida. Dessa forma, enquanto o papel da Constituição não for executado, o país permanecerá em um baixo crescimento na saúde.

Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de combater a obesidade infantil no Brasil. Logo, o Ministério da Saúde, juntamente com os Ministério da Educação e Cidadania, poderão realizar projetos com profissionais da área alimentar em instituições de ensino infantil e fundamental, agregando a grade escolar, a fim de trabalhar e mostrar para as crianças e seus responsáveis que a redução do consumo exacerbado de alimentos poucos nutricionais e práticas de esportes, podem promover uma vida mais saudável e menos sedentária. Sendo assim, o impasse do sobrepeso na infância será solucionado e a realidade do personagem Augustus Gloop será oposta no país.