Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 21/07/2020
Doenças crônicas, traumas psicológicos, preconceito, são exemplos do cotidiano de crianças obesas, abordados pelo documentário ‘‘Muito além do peso’’ que revela as mazelas da obesidade infantil no Brasil. Nesse viés, nota-se que a constante culpabilização dos pais esconde as raízes da problemática, visto que a Indústria Alimentícia e as autoridades públicas estão intimamente relacionadas a questão. Portanto, medidas educacionais e legislativas urgem para a mitigar o cenário e proteger essa juventude.
Em primeira análise, vale pontuar que a produção de alimentos ultraprocessados expande-se desde a Globalização, Pós-Guerra Fria, e atinge seu ápice atualmente. Nesse contexto, a Indústria Alimentícia faz uso de mecanismos de venda, como a publicidade infanto-juvenil que explora a vulnerabilidade das crianças ao associar seus alimentos a desenhos animados. Assim, a persuasão midiática influencia na aquisição dessa alimentação calórica pelas crianças, que não dimencionam os riscos advindos dela, como a obesidade. Soma-se a isso, o fato dos pais permitirem esse consumo por não notarem o teor de açucares nos processados, dado a utilização de termos teóricos como maltodextrina.
Além disso, é notório o descaso da União, visto que a principal ação preventiva da obesidade é o fim do sedentarismo no âmbito escolar. Nessa perspectiva, o sucateamento das escolas públicas agrava o ciclo do sobrepeso, haja vista a falta de professores de educação física e de investimentos na prática esportiva. Posto isso, de acordo com o site G1 cerca de 13% das crianças brasileiras estão obesas e algumas convivem com os problemas advindos disso, como a depressão e diabetes.
Diante dos fatos, é preciso que o Legislativo crie a lei ‘‘Publicidade Consciente’’ que vai estipular o fim de propagandas persuasivas as crianças, também será rotulado em todos os alimentos industriais a palavra açucar e seu teor, no fito de alertar os pais. Ademais, verbas de impostos da União serão destinadas as escolas públicas para contratar professores de educação física em falta, assim a obesidade infantil poderá decrescer.