Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/08/2020
Historicamente, na Grécia Antiga, o padrão de beleza imposto era o do corpo acima do peso, considerado como belo e ideal, enquanto nos jovens era sinônimo de ser saudável. Entretanto, atualmente, a obesidade é vista como um problema de saúde e apresenta uma parcela crescente em crianças. À vista disso, procura-se medidas que revertam o quadro citado, já que enfrentam desafios ao combate à obesidade infantil devido às propagandas massantes das redes de “fast food” e ao uso excessivo de tecnologia durante a infância.
Em primeira análise, o excesso das propagandas massantes das redes de “fast food” é um grande fator para o crescimento da obesidade infantil. Tal fato é exemplificado com o Guia Alimentar para a População Brasileira publicado pelo Ministério da Saúde, que destaca que esse tipo de publicidade estimula o consumo de alimentos ultraprocessados e induz às pessoas a considerá-los saudáveis. Assim, essa refeição passa a fazer parte da rotina de muitas famílias e consequentemente da alimentação das crianças. Embora o Ministério da Saúde tenha divulgado que esse hábito é maléfico, as empresas não diminuem o ritmo de divulgação, corroborando para o aumento de crianças obesas.
Além disso, o uso exagerado de tecnologia durante a infância corrobora para o aumento da obesidade infantil. Segundo Laura Granado, professora de psicologia da Universidade São Tadeu, o fato das crianças preferirem os aparelhos eletrônicos a brincarem de amarelinha e esconde-esconde pode afetar o progresso psicomotor e desenvolver sedentarismo. Em decorrência disso, muitos adolescentes passam a ter rotinas sem exercícios físicos que poderiam ajudar no controle do peso. Conquanto haja diversas propagandas divulgadas pelos veículos midiáticos acerca da importância de atividades fisiológicas na infância, não verifica-se o estímulo da família para que seus filhos substituam o uso de computadores por atividades fisiológicas, propiciando o aumento de crianças obesas.
Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para reverter o aparecimento de propagandas massantes das redes de “fast food” e o uso excessivo de tecnologia durante a infância. Cabe, portanto, aos veículos midiáticos estabelecerem limites da ocorrência dos comerciais de alimentos ultraprocessados, por intermédio de acordos com as empresas, para que um menor número de crianças tenha contato com tal apelo publicitário. Com isso, não terá a formação da ideia de que consumir esse tipo de alimento é algo extremamente necessário, diminuindo a obesidade infantil. Ademais, cabe às famílias estimularem a substituição da utilização dos aparelhos eletrônicos por atividades físicas, por meio do diálogo, para que seus filhos realizem atividades que controlem o peso. Dessa maneira, haverá o controle do número de crianças obesas.