Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/07/2020

No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, estreado em 2005 é retratada a história de cinco crianças que foram sorteadas por uma promoção feita pelo proprietário Willy Wonka, e Augustus Gloop é o único garoto que possui um alto sobrepeso na trama. Entretanto, fora da ficção os desafios do combate à obesidade infantil é presente igualmente na sociedade brasileira, sendo gerada não só pelo consumo exacerbado histórico mas também pela falta de informações sobre uma má alimentação e seus riscos futuros. Nessa lógica, para que o peso excessivo infantil seja combatido, são necessárias medidas governamentais, informacionais e educacionais.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o consumo exacerbado na atualidade é resultado de conflitos históricos. Sob tal ótica, durante a Guerra Fria iniciada no ano de 1947-, o capitalismo norte-americano com sua “Marketing”, propagou no mundo uma mensagem de que os cidadãos felizes são todos aqueles que consumiam qualquer produto. Analogamente, no Brasil, essa ideia ainda se perpétua intensamente, seja por redes sociais ou por propagandas televisivas de uma idealização nociva de felicidade pela quantidade de compra, influenciando crianças a consumirem alimentos não saudáveis e toda sua família. Em síntese, a grande cultura em massa do consumismo gera crianças pouco saudáveis e futuros cidadãos com uma saúde fragilizada. Ademais, é relevante abordar também que a falta de conhecimento sobre uma má alimentação na infância gera possíveis doenças.

Segundo, a Carta Magna de 1988, no seu artigo 196, prever-se o direito ao acesso universal e igualitário a saúde por meio de políticas públicas sociais e econômicas buscando a redução dos riscos de doenças na sociedade brasileira. Similarmente, na atualidade, o cumprimento dessa lei na prática é falha por poucas ações do Poder Jurídico em fiscalizar e fornecer as devidas informações para promover o bem-estar de crianças, e evitar a proliferação de doenças como o sedentarismo e hipertensão na infância infantil. Dessa forma, enquanto as funções da Constituição não estiverem em vigor, o país alcançará pouco desenvolvimento social.

Torna-se compreensível, portanto, a utilidade de combater obesidade infantil no país. Logo, o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, poderão realizar projetos com profissionais da área alimentar em instituições de ensino infantil e fundamental, agregando a grade escolar, por meio de palestras, ferias nutricionais e atividades físicas, a fim de trabalhar e mostrar para as crianças e pais que a redução do consumo exacerbado de alimentos poucos nutricionais e práticas de esportes, podem promover uma vida mais saudável e menos sedentária. Sendo assim, o impasse do sobrepeso na infância será solucionado e a realidade do personagem Augustus Gloop será oposta no Brasil.