Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/05/2019

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, o valor da qualidade de vida ultrapassa o da própria existência. Esta, entretanto, encontra-se ameaçada devido à obesidade infantil que tem como precursores, a má alimentação e o sedentarismo.

A priori, é preciso destacar que, em busca de alternativas rápidas à alimentação de seus filhos, muitos pais escolhem alimentos industrializados. Esse fenômeno é explicado pela Lei do Mínimo Esforço que afirma que um corpo tende a solucionar seus problemas da forma mais fácil e rápida possível. O problema, todavia, é que esses alimentos têm em sua composição grandes quantidades de gordura trans, sódio, açúcar e conservantes que são totalmente lesivos à saúde. Por conseguinte, muitas crianças sofrem com problemas cardíacos, diabetes e altos níveis de colesterol.

Ademais, o sedentarismo é um dos principais causadores do problema. Segundo o médico oncologista, Drauzio Varella, a prática de exercícios físicos é fundamental à manutenção de uma boa qualidade de vida, visto que é nesse momento que as gorduras são convertidas em energia, diminuindo, consequentemente, o risco de problemas como o sobrepeso. Porém, por causa da falta de incentivo à prática dessas atividades, muitas crianças estão se tornando sedentárias. A prática de exercícios físicos é, portanto, uma grande aliada na luta contra o sobrepeso.

Torna-se evidente, portanto, que a obesidade infantil é um problema que necessita ser solucionado. Dessa forma, faz-se necessário que o Ministério da Saúde em parceria com os meios midiáticos ofereça campanhas aos pais sobre as consequências da má alimentação infantil, por meio de comerciais na televisão, para que a informação seja divulgada de forma eficaz. Ademais, a escola deve incentivar a prática de exercícios físicos através de esportes. Dessa forma, pode-se vislumbrar um futuro em que a ideia de Plantão seja seguida.