Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/05/2019
Os séculos XV e XIX foram marcados pelo advento da aprimoração de dois substratos que se tornariam uma das bases da alimentação mundial contemporânea: o açúcar e a farinha. Somam-se aos séculos que posteriormente representaram o surgimento e expansão da internet, o que tornou o ser humano cada vez mais sedentário. De acordo, a alimentação e a taxa esportiva da população decaiu à medida que o lucro das indústrias alimentícias só aumentavam; e, com o contínuo avanço, tendem a ser um impasse para as melhorias de saúde do cidadão.
É indubitável que a ingestão de açúcar e massas esteja pré organizada em um caminho de estratégias que transformam hábitos e prejudicam veemente a saúde populacional, principalmente a infantil. Conforme o livro ‘‘O poder do hábito’’ de Charles D expõe, durante o século XX nasceram as diretrizes do marketing atual por Claude Hopkins, pautadas nos hábitos científicos como meio de criar costumes. Por isso, os restaurantes mais famosos hoje são fast foods, que são iguais em cheiro, cor e formato em todo lugar onde se instalam; e funcionam, pois despertam a fome psicológica pelo hábito instalado. O público infantojuvenil é ainda mais atraído por esses estabelicimentos, uma vez que são colocadas nas estratégias interiores etapas que os atacam diretamente, como os brinquedos que acompanham os lanches ou as propagandas cada vez mais coloridas.
Outrossim, as duas instituições mais importantes para o desenvolvimento de hábitos primários, a escola e a família, perdem espaço para a mídia lucrativa; tendo em consideração o uso excessivo de plataformas que disponibilizam comerciais voltados ao consumo alimentício. Consoante aos dados disponibilizados pela OMS, Organização Mundial da Saúde, 1 a cada 5 crianças de 5 a 9 anos têm seu próprio celular, o que torna mais difícil o controle dos mais pais. Ademais, o uso excessivo de eletrônicos incide diretamente nas taxas de sendarismo, outro tópico causal da obesidade infantil. De 1980 para 2016, o sobrepeso infantil cresceu em 8,5% e ABESO estima que em 2025, 2.3 milhões da população esteja em risco pelo sobrepeso por conta da falta de exercícios regularmente e da má alimentação.
Haja vista os dados citados, deve-se concluir que é dever de órgãos como a OMS e ABESO a criação de projetos que supram a influência midiática nos maus hábitos infantis. Dessarte, é necessário que unam-se com as escolas públicas no planejamento de uma alimentação consciente e saudável, com o acompanhamento de uma nutricionista nas cozinhas escolares; bem como em aulas de educação física cada vez mais completas e inclusivas, por meio de um processo compensatório como premiações. Para que, assim, tornem os bons hábitos um caminho instigante para jovens e crianças.