Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 17/04/2019

A Constituição de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, assegura a todos a saúde e o bem-estar. Entretanto, o aumento do índices de obesidade infantil demonstra que esses indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Sendo que, os meios de comunicação e a falta de incentivo por parte das escolas impulsionam a problemática.

Em primeiro lugar, convém destacar que a mídia impõe forte papel de coerção sobre a alimentação das crianças. A esse respeito, o filósofo alemão Karl Marx propôs, em seu livro ‘‘O capital’’, o conceito de Fetiche sobre a mercadoria: constrói-se a ilusão que a felicidade seria alcançada a partir da compra do produto. Nesse contexto, as grandes empresas de comida industrializada dinamizam propagandas, produtos e sabores de acordo com as preferencias infantis, interligando-as à desenhos animados, filmes e brinquedos a fim de despertar um ‘‘fetiche’’ sobre seu produto. Dessa forma, por serem coibidas, estas acabam a preferir em suas refeições diárias aquilo que aparenta ser mais ‘‘divertido’’ e ‘‘gostoso’’ do que uma alimentação mais saudável.

Ademais, é necessário enfatizar que a falta instigação à prática de atividades físicas no âmbito escolar proporciona o aumento da massa corpórea. Segundo o educador Paulo Freire, se a educação, por um lado, não muda o mundo, por outro, a ausência dela torna inviável quaisquer mudança. Logo, a falta de oficinas nos colégios nos quais incentivem a atividade física constante dos menores e os proventos de uma alimentação balanceada, acaba favorecendo o aumento das concentrações do famoso colesterol ‘‘ruim’’ o LDL e ,consequentemente, a constância da obesidade infantil.

Torna-se evidente, portanto, que de forma análoga a Terceira Lei de Newton, a inércia, a aplicação de força suficiente contra a permanência do sobrepeso infantil é imprescindível. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação, crie oficinas mensais nas escolas com a presença dos pais dos infantes e com o intermédio de professores de educação física e nutricionistas. Nos quais há realização de gincanas coletivas, além da medição do IMC(Índice de massa corporal) infantil por parte do nutricionistas e as possíveis recomendações àqueles que encontram-se fora dos parâmetros. Espera-se com isso, estimular a prática de exercícios regulares entre os menores e o combate à obesidade infantil com antecedência. Para que assim, a o direito a saúde e o bem estar seja assegurado como prevê a constituição de 1988.