Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 08/04/2019

Nota-se que, atualmente, um assunto vem sendo alvo de debates e preocupação: a obesidade infantil e seus desafios. Nesse sentido, vê-se uma negligência conjuntural do Estado e família, haja vista que têm colaborado de forma retrógrada com a saúde corporal das crianças, colocando em risco suas vidas e psicológico. Dessa forma, deve-se pautar causas e efeitos, propondo soluções para a mazela em questão. De modo que se possa minimizar a incidência do sobrepeso na população, haja vista que o porte calórico também está relacionado com fatores genéticos como aponta artigos do doutor Drauzio Varella.

Em primeiro plano, é relevante que o público infantil, por estar em fase de formação, reproduz a postura inadequada dos pais frente à má alimentação e a prática de atividade física. Portanto, a busca constante dos brasileiros por praticidade que leva, cada vez mais, ao consumo de “fast food” e de produtos industrializados, influi diretamente na dieta e comportamento das crianças. Ademais, apesar de o Ministério da Saúde já ter apontado que 1 a cada 3 crianças no país está com excesso de peso, há pouco investimento governamental em prol de sanar a mazela.

Em consequência de tais fatores, nota-se que indivíduos de pouca maturidade estão sendo expostos, ainda jovens, ao desenvolvimento de doenças relacionadas ao excesso de peso, como diabetes e hipertensão. Além disso, a falta de aparato do Estado no combate a indústria midiática de alimentos e em campanhas de combate a obesidade, acaba gerando um elevado gasto público. Porém, se houvesse a resolução das causas dessa problemática, essas cifras poderiam ser investidas em outras áreas, pois como diz Edmund Burk, pensador irlandês: " A economia é uma virtude distributiva e consiste não em poupar, mas em escolher."

Evidencia-se, portanto, a necessidade de que a mídia, por meio de propagandas engajadas, veicule a importância dos responsáveis propiciarem hábitos alimentares mais saudáveis aos seus filhos, bem como a prática de esportes, para que assim haja uma redução da obesidade infantil. Desse modo, a influência midiática sera positiva, e estará cumprindo seu papel social. Ademais, é preciso que o governo fiscalize as propagandas de alimentos, associando o Ministério da Saúde para orientação sobre os ricos de determinados produtos. Sendo assim, a nação dará largos passos ao que  tange o cuidado a saúde infantil, melhorando a qualidade de vida do público.