Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/04/2019

De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças de idade entre 5 a 9 anos está com excesso de peso no Brasil. Esse dado revela o aumento da obesidade no país, como também a mudança da alimentação da população, que busca a cada dia a praticidade dos fast foods e das comidas congeladas, ambas com baixo valor nutricional. Dessa maneira, é necessário o Estado atuar na causa desse problema, bem como trabalhar para conter a obesidade infantil.

Vale destacar, de início, o pensamento do sociólogo Émilie Durkheim quando ele trata do Fato Social, evento qualquer que marcou a sociedade e influenciou a cultura social das próximas gerações. Essa ideia se relaciona com a entrada da cultura alimentar para a população do Fast Food, um reflexo da sociedade capitalista que busca constantemente o lucro e mão possui tempo para a preocupação com alimentação saudável. Assim, vê-se que a praticidade e o baixo custo, aliado a influência do advento do capitalismo, conduzem os consumidores a esses alimentos. Logo, é importante o Estado reconhecer a ação dessas empresas na sociedade e tomar as dividas providências para a saúde pública.

Outra avaliação a ser feita, nesta temática, refere-se a influência dos pais na alimentação infantil. Segundo o Jornal Americano de Ginecologia e Obstetrícia, as gestantes que engordam muito durante a gravidez têm 80% de chances de seus filhos serem crianças obesas. Desse modo, torna-se importante a conscientização parental de uma boa alimentação desde a gestação até a idade adulta, introduzindo uma cultura de atividades físicas e hábitos saudáveis. Também, é de extrema importância que o Estado se atente para essa causa, promovendo maior interação nas escolas sobre a prática de esportes e alimentação saudável.

É possível concluir, portanto, a fundamentabilidade da criação de uma cultura de hábitos saudáveis para atingir a população infantil. Dessa forma, é preciso que o Estado, mediante o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, atue na promoção de campanhas educacionais sobre as  vantagens da alimentação saudável e da atividade física. Do mesmo modo, as Secretarias Municipais de Educação e Saúde devem reforçar o discurso dos Ministérios com palestras informacionais feitas por profissionais qualificados que atuem também na regulamentação das merendas nas escolas públicas e na proibição de venda de alimentos gordurosos e açucarados, com o objetivo de combater a obesidade infantil.