Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/04/2019

Até o século XIX as teorias do cientista britânico Thomas Malthus segundo a qual – com o passar dos anos o crescimento populacional ultrapassaria a produção de alimentos, eram dominantes. Porém, com as Revoluções Industriais a produção de alimentos e os hábitos alimentares se redefiniram quase que completamente, pois a indústria alimentícia, literalmente, passou a formular a produção de alimentos. Diante disso, suje um desafio global - a obesidade infantil. Assim urge uma análise quanto os alimentos ultraprocessados; e dos hábitos sedentários que tem contribuído para o aumento da obesidade infantil.      Em primeira análise, “nem toda caloria é igual”. Durante o governo Obama, a primeira dama Michelle Obama encabeçou uma campanha maciça de combate à obesidade infantil. Baseando-se em pesquisas da Stanford e de centros de pesquisas, nos quais apontavam que o desafio vai além da quantidade de calorias ingeridas, mas sim o tipo de alimento, sendo os ultraprocessados os principais vilões. Pois um biscoito e uma maçã mesmo tendo a mesma quantidade de calorias, são “absorvidos” diferentemente pelo organismo: o biscoito tem sua constituição química os carboidratos formulados de modo para que sejam liberados mais rápidos no sangue, porém, ás células não consegue absorve-los completamente, assim acumulam e levam a um maior acumulo de gorduras. Por outro lado, na maça é mais lenta a liberação, o que leva a uma melhora absorção.

Além dessa crescente ingestão de ultraprocessados, aliam-se a ela maus hábitos sedentários. Sendo que as sociedades do século XXI são cada vez mais móbile, nos inúmeros aspectos: lazer, serviços, trabalho etc. e com isso as praticas de atividades físicas estão completamente em último plano. Porém, quando as praticas de exercícios são praticadas tem mais um caráter de efeito estético do que saudável.

Portanto, cabe a OMS e o Ministério da Saúde atuar junto às empresas alimentícias por leis de regulamentação e índices de qualidade, a fim de repensar o devasto modo de produção atual, buscando um alimento mais saudável. Como também mídia, Ministério da Educação e ONGs trabalharem campanhas de conscientização e estimulo de práticas físicas saudáveis nas escolas, a fim de controlar a obesidade infantil cada vez mais afeta as sociedades contemporâneas.