Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 20/03/2019

Na década de 1970, a entrava no desenvolvimento das crianças brasileiras era a desnutrição. Quase 50 anos depois, a preocupação pende para o extremo oposto da balança. Neste contexto, tal contrariedade advém não só da falta de um ambiente alimentar construído, como também a influência das indústrias alimentícias.

Em primeira análise, no atual mundo contemporâneo, em que o tempo engole o homem, a preferência por uma alimentação rápida e muitas vezes irregular, parece aceitável. Uma criança já inclusa nesta realidade, torna-se compatível com este modelo alimentício. Diante deste fator, surgem diversas consequências que evidenciam essa adversidade, dentre elas, a obesidade. Segundo o IBGE, realidade vivenciada por 33,5%  das crianças brasileiras. Sabe-se, porém, que esse sobrepeso é apenas o inicio de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem prejudicar ainda mais a criança.

Em segunda análise, a alimentação rápida traz em voga as empresas fast-food, com sua praticidade, custo baixo e influência notória. Engana-se, no entanto, sobre seu papel. A publicidade e a oferta de brinquedos exclusivos e colecionáveis, nos meios de comunicação e pontos de venda, associadas a produtos consumíveis com excessos de açúcar e gordura, são fatores que têm impulsionado casos de sobrepeso e obesidade, deixando claro a problemática em questão.

Torna-se evidente, portanto, certa urgência na adoção de medidas que trabalhem essas dificuldades supracitadas. A família e a escola devem trabalhar a valorização da comida saudável, em um contexto de reeducação alimentar. A escola com palestras de nutricionistas e até aulas de gastronomia, a fim de começar a tratar o problema desde a base, com consciência. A família através de conversas, valorizando o momento de refeições em conjunto. A mídia exercendo o seu papel comunicativo com campanhas alertando os riscos da má alimentação e promovendo hábitos saudáveis. Só assim, o constate impasse infantil será estabilizado.