Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 01/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, a obesidade infantil impossibilita que essa parcela da população seja beneficiada por esse direito na prática, não só porque a educação como influenciadora da alimentação saudável é falha, mas também a mídia com seu poder de disseminação rápido corroboram para o aumento do número de jovens obesos no país. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade saudável seja alcançada.
Em primeiro lugar, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino público eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na obesidade infantil. Como indicado por Kant, a educação é o fator determinante na formação humana, entretanto, observa-se o distanciamento da mesma em promover medidas que erradiquem o problema. Nesse contexto, é inegável que a educação brasileira encontra-se defasada, de modo que o ensino da alimentação saudável não é encontrado nas encolas, promovendo assim, barreiras para o combate do problema.
Faz-se necessário, ainda, salientar o papel influenciador da mídia como impulsionador da obesidade infantil no Brasil. De acordo com o filósofo Francis Bacon, o comportamento é contagioso. Portanto, é evidente a aplicação desse pensamento na conjuntura hodierna,, haja vista o grande número de jovens influenciados pelas propagandas das grandes redes de fast food, na qual o principal objetivo é a venda de alimentos gordurosos e pouco nutritivos. Em consequência disso, observa-se o aumento do número de jovens obesos, ascendendo assim, o número de doenças crônico-degenerativas, como diabetes e colesterol alto. Diante do exposto, a influência negativa da mídia emperra o desenvolvimento de soluções para o problema em questão.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir o solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, faz-se necessária a criação de ações que auxiliem à população o consumo de alimentos saudáveis e nutritivos. Portanto, o Governo em parceria com o MEC devem promover palestras ministradas por nutricionistas nas escolas que abordem o problema, ensinando quais os alimentos mais saudável para o consumo. Ademais, cabe ao Estado promover programas que incentivem a instalação de cardápios com alimentos saudáveis nas redes de fast food. Dessa forma o Brasil será capaz de superar à obesidade infantil.