Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/09/2018
A Constituição Federal do Brasil preconiza em seu artigo 6° o direito à saúde. Entretanto, a ineficiência de políticas públicas e o forte apelo midiático constroem na sociedade a expansão da má alimentação, o que se torna um agravante para o elevado índice de obesidade infantil na sociedade. Nesse viés, é importante rever a situação social, bem como seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeira instância, de acordo com o Escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “o cidadão de papel “, os direitos estabelecidos na constituição figuram tão somente impressos. Essa realidade é visível diante o quadro em que o Sistema Único de Saúde (SUS) sofre com um déficit em promover e cumprir medidas de saúde preventiva. Situação essa que se caracteriza, principalmente, pela escassez de planejamento dinâmico voltado ao esclarecimento das conseqüências advindas do aumento desenfreado de peso e orientação para os pais e crianças sobre os benefícios de uma boa alimentação.
Além disso, outro fator a ser considerado é a forte imposição midiática na construção de uma imagem de alimentos atraentes, o qual objetiva atingir crianças - seres com senso critico ainda em formação. Desse modo, fica evidente que ocorre a propagação de alimentos ricos em gorduras hidrogenadas que, aliada ao consumismo, torna o cidadão um mero fantoche da industria cultural. Como conseqüência, a sociedade não adquire um comportamento saudável e tornam-se vulneráveis a doenças crônicas – como a diabetes e problemas cardíacos.
Diante disso, é necessário que ações sejam efetivadas para garantir o completo e eficiente combate à obesidade no Brasil. Nesse sentido, o Estado brasileiro, por meio do Ministério Público de Saúde, deve incorporar ações com metas e objetivos para o controle da obesidade no programa Saúde da família, como por exemplo atendimento nutricional semanal em todas as regiões e acompanhamento médico nas escolas, afim de despertar na população infantil o desejo de se obter uma qualidade de saúde melhor e saudável . Essas medidas seriam importantes porque desconstruiriam a imposição midiática e amenizariam o consumo alimentar impensante.