Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/10/2018

A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera que o excesso de gordura corporal tornou-se uma epidemia. Nesse sentido, a mudança nos padrões de comportamento é o que pode explicar os índices de crianças com sérios problemas de saúde e da quantidade de jovens com excesso de gordura corporal no mundo, sendo elas 42 milhões de crianças, de acordo com a OMS. Tal realidade social evidencia esse grande entrave.

É indubitável dizer que, além dos desafios de combate à obesidade, as consequências são diversas para os jovens. Logo, essa problemática engloba outros assuntos que afetam diretamente na vida dos jovens, como a alimentação escolar e os alimentos ultra-processados, que são alimentos que passam por processamentos com alta quantidade de sal, açúcar e gorduras. Assim, dados da Vigitel 2014 (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostrou que no Brasil, há uma prevalência de 50,9% de pessoas obesas.

Além disso, a expansão da tecnologia promoveu à essas crianças a falta de atividades físicas. Portanto, passa-se à conviver com jovens que são sedentários, onde a sua infância encontra-se na frente de um computador ou televisão. Não só a mudança dos padrões desses comportamentos mas também a expansão do Fast-food e da devida influência dos pais em relação aos filhos, pois com o capitalismo naturalizado os pais passaram a trabalhar mais e como consequência tendo pouquíssimas horas em casa, levando o jovem a alimentar-se mal com comidas já prontas.

Dessa maneira, a mudança nos padrões comportamentais e a expansão do Fast-food são desafios enfrentados pelos jovem diariamente por grande parte da população jovem, os quais devem ser repensados. Inicialmente, é preciso que nas escolas haja debates e uma reforma na merenda escolar, visando informar o jovem e torná-lo mais saudável, para que seja reduzida essa epidemia que causa diversas doenças crônicas no jovem que o torna sedentário e menos produtivo nas escolas, acarretando ansiedade, bullying e depressão, devido a sua baixíssima auto-estima.