Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/09/2018

Consumo, logo existo. Fazendo analogia ao pensamento de Zygmunt Bauman, torna-se evidente que o consumo exagerado de alimentos faz-se bastante presente na vida de milhares de brasileiros, especialmente crianças, que por serem alvos fáceis acabam se tornando suscetível a obesidade, deixando o país a mercê dessas dificuldades. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas dessa problemática na sociedade brasileira.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que os países desenvolvidos estão relacionados a obesidade infantil, inserindo alimentos industrializados na vida da população, sendo este o principal contribuinte  para a “construção” de um país com crianças obesas, distribuindo e propagando o consumo de fast foods e outros alimentos que possuem uma grande quantidade de açúcar e gordura, transformando-os em dependentes e por conseguinte, com sérios problemas de saúde, como: diabetes, colesterol alto, hipertensão, etc. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 1 em cada 3 crianças pesam acima do normal, deixando claro a situação lamentável a que o Brasil se encontra. Em suma, é inquestionável que objetivo dessas industrias é somente produzir e vender, sem se preocupar que futuramente tenhamos uma sociedade de adultos com sérios riscos de saúde.

Além disso, outro aspecto que produz bastante efeito na formação fora do peso desses indivíduos são os fatores genéticos, já que os genes e os hábitos alimentares desregulares de seus responsáveis, acabam influenciando diretamente na maneira como o filho se alimenta. Ademais, a ausência de exercícios físicos na vida da família, e a falta de interesse em ensinar aos pequenos que a prática pode ser saudável, acaba por contribuir ainda mais a essa situação. Segundo o Ministério da Saúde, os pais passam a dar alimentos não naturais para os pequenos antes dos 6 meses de idade, acarretando drasticamente no desenvolvimento de uma criança propensa ao consumo exacerbado de produtos não saudáveis. É lamentável saber que os pais seja um dos principais responsáveis por esse transtorno.

Desse modo, a obesidade infantil requer medidas para ser amenizada em nosso país. Sob esse aspecto, cabe ao Governo criar cursos que orientem os pais na regulamentação da alimentação dos filhos, por meio da infiltração de pediatras na rotina das crianças supervisionando e ajudando os pais no reconhecimento rápido desse distúrbio e evitando que siga adiante. Somente assim, essa problemática será resolvida e a existência do ser humano não estará relacionado a apenas o consumo.