Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/08/2018

Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos cidadãos brasileiros, que buscam ultrapassar as barreiras para combater a obesidade infantil. Nesse contexto, não há dúvidas de que a promoção de hábitos saudáveis é um desafio no Brasil que ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também à postura indolente da sociedade.

A princípio, a Constituição Cidadã de 1988 garante saúde de qualidade como direito de todos e dever do Estado, sendo o compromisso deste prover o acesso igualitário e universal às ações e serviços para sua formação e proteção, todavia, o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas de políticas de controle à obesidade infanto-juvenil nas escolas, com o estabelecimento de uma dieta adequada na merenda escolar, estímulo a atividades de elevado gasto calórico em substituição de distrações tecnológicas, além de noticiar a maior propensão que crianças acima do peso possuem de desenvolver doenças crônicas degenerativas como a hipertensão,  não estão presentes em todo o território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.

ntes obesos, que se estende 1,5% ao ano desde 2002.

É notória, portanto, a relevância de fatos educacionais e sociais na problemática supracitada. Nesse viés, é dever das escolas, em consonância às famílias, conscientizar os jovens acerca da importância de uma alimentação saudável. A ideia da medida é, a partir de palestras e debates nas salas de aula, além de diálogos esclarecedores em casa, consolidar entre as crianças e os adolescentes bons hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. Ademais, cabe ao Governo, por intermédio dos órgãos responsáveis, regular as propagandas alimentícias que circulam no país. Essa proposta deve contar com a aprovação de leis que obriguem as indústrias a avisar ao público os riscos recorrentes do consumo excessivo de seus produtos. Ainda, o mesmo, deve destinar investimentos para uma merenda escolar saudável, de modo que as necessidades nutricionais das crianças sejam supridas, tendo em vista que a merenda escolar é de extrema importância para atender a demanda energética dos pequenos seres humanos. Assim, talvez, o Brasil conseguirá minimizar os casos de obesidade infantil, construindo uma sociedade mais saudável.