Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 27/08/2018

Em 1946, a Organização das Nações Unidas (ONU) implantou a Declaração dos Direitos Humanos que, entre outras coisas, objetiva assegurar o direito à saúde, à educação e à vida a todos. Entretanto, nota-se que esses direitos são feridos, uma vez que o Brasil apresenta um número elevado de crianças acima do peso e de adolescentes - 8,4%, segundo o Ministério da Saúde -, com obesidade. Isso porque além de incentivos ao consumo excessivo - por meio de propagandas -, há a falta de conscientização da população para os efeitos da má alimentação.

Nota-se, a princípio, que esse problema é consequência direta das revoluções comerciais e tecnológicas ocorridas no século XXI, pois, por meio das mídias, é possível alcançar um grande contingente populacional. Entretanto, usando-se de meios persuasivos, as propagandas convencem o público jovem a consumir cada vez mais, sem se preocupar com o ganho de peso e os problemas de saúde adquiridos por esse estilo de vida.

Além disso, não só há falta de políticas públicas como também inobservância dos pais no que se refere às propagandas publicitárias de persuasão alimentar. Nesse sentido, os familiares deixam de educar os pequenos em relação à comida, que acabam por ingerir em grande quantidade produtos pouco saudáveis. Percebe-se, ainda, que o futuro do país encontra-se nas mãos dos jovens, porém com as consequentes doenças ocasionadas pelo peso excessivo esse futuro ficará comprometido e difícil.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve implementar - no ensino fundamental II - as disciplinas de Filosofia e Sociologia, no intuito de auxiliar o aluno na construção do senso crítico e racional. Somado a isso esses ministérios devem promover palestras e propagandas educacionais, direcionadas a pais e alunos, a respeito da alimentação saudável e de práticas físicas, com a intenção de promover a melhora na vida da população em geral.