Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 24/08/2018
Recentes notícias mostram, de acordo com o Ministério da Saúde, que o número de pessoas acima do peso no País já é maior do que a metade da população, atingindo 52% em 2015. Mais preocupante do que isso, é o crescimento dos números da obesidade infantil, que praticamente duplicaram na última década, o que, para um país que ainda enfrenta crises de má nutrição, é algo impressionante. Nessas circunstâncias, é imprescindível que os fatores que circundam esses números, sejam investigados.
Adaptando a ideia da modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman, atualmente as pessoas preferem as comidas mais rápidas, o que afeta principalmente e diretamente as crianças, o que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, leva ao índice de uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos, apresentarem excesso de peso. Ademais, por conta dessa modernidade, um estudo publicado pela revista científica Pediatric Diabetes, mostrou que 60% das crianças entre 5 e 10 anos, estão propensas a ter alguma doença cardiovascular.
Adicionando aos problemas citados, entra a questão dos problemas psicológicos, como o sentimento de não se encaixar nos padrões impostos pela sociedade, a depressão e a compulsão alimentar, problemas advindos pelo bullying, praticado principalmente nas escolas. Portanto, fica claro que a obesidade infantil, não é um problema familiar exclusivo ou individual, ela se diz respeito à toda a população, é um problema da nação.
Desse modo, já dizia Hipócrates “que seu remédio seja o seu alimento e seu alimento seja seu remédio”, destarte, a escola tem um papel importante no que diz respeito à reeducação alimentar, dando palestras sobre a importância de uma boa alimentação e acompanhamento ao nutricionista, afim de começar a tratar o problema, conscientizando. A mídia pode, em forma de debates e programas, pleitear a valorização de uma alimentação saudável, ajudando a modelar assim, um Brasil mais saudável e com menos índice de obesidade infantil.