Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/09/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os problemas que acarretam a obesidade infantil, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que o ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na pratica e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país. Nesse contexto, torna-se claro a negligência dos pais que não interferem de maneira adequada nos hábitos alimentares dos filhos e a negligência do Governo Federal que pouco se faz campanhas informacionais sobre os perigos do sobrepeso infantil.
Deve-se pontuar, de início, que em 2016 chegou a 124 milhões de crianças e adolescentes obesos no mundo, em concordância com o Mistério da Saúde. Desse modo, é notório a negligência dos pais que permitem que as crianças, cada vez mais novas consumam fast foods: Hambúrger, refrigerante, batata frita, entre outros, podendo causar ou agravar o sobrepeso e desencadear outras doenças como a diabetes, tornando os hábitos alimentares dos filhos cada vez menos saudável e prejudicial a saúde.
Outrossim, destaca-se a negligência por parte do governo, que mesmo com o crescente exorbitante no número de casos da obesidade infantil, não investiu em propagandas, nas quais esclarecessem dúvidas sobre o tema. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Seguindo essa linha de pensamento, é de total importância o esclarecimento dos malefícios que o sobrepeso nas crianças pode causar.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para que isso ocorra, o Governo Federal deve fazer intensas campanhas, através das redes sociais, jornais e televisões com o propósito de gerar informações aos pais, dos perigos causados aos filhos pelo sobrepeso. Ademais, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transformam as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da educação, deve instituir nas escolas, palestras ministradas por médicos e nutricionistas, direcionadas aos pais ou responsáveis pelos alunos, que discutam e conscientizem sobre a importância de uma alimentação saudável, fazendo com que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não vivam a realidade das sobras, assim como na alegoria da caverna da Platão.