Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/08/2018

No Brasil, a obesidade infantil é uma mácula que deve ser combatida. No entanto, para se alcançar esse objetivo, é notório destacar a má influência familiar e a alienação midiática como fatores que perpetuam essa barbárie. Logo, ações socioeducativas são de grande importância para a minimização dessa problemática.

Nessa perspectiva, cumpre destacar que a formação do jovem obeso inicia-se no âmbito familiar. De acordo a frase do pensador Nelson Mandela, o qual dita que ‘‘Os filhos são reflexos dos pais’’, percebe-se que com a má alimentação dos progenitores, no ambiente doméstico, as crianças tendem a alimentar-se da mesma forma que seus familiares. Devido a isso, diversos jovens, na maioria das vezes, ficam ausentes de acompanhamento nutricional e de incentivo à pratica de esportes, o que tende a tornar verídico os dados publicados pela OMS( Organização Mundial da Saúde), a qual dita que, em 2025, 11,3 milhões de crianças no país serão obesas. Nesse sentido, é necessário uma mudança no comportamento nutricional nas famílias, no ambiente familiar, para que a parcela juvenil não assimile e não perpetue essa alimentação desbalanceada.

Nessa ótica, as industrias alimentícias ampliam essa problemática. Diante disso, é imprescindível destacar o pensamento dos filósofos Adorno e Horkheimer, que ditam sobre a industria cultural, a qual tende a padronizar um produto na sociedade, objetivando seu consumo em massa. Nessa situação, percebe-se que grandes corporações, por exemplo, ‘‘fast foods’’, utilizam-se do atual modelo capitalista para incentivar o consumo de seus produtos de baixa qualidade nutricional, tendo em vista que esses alimentos são mais atrativos comercialmente para às crianças do que os saudáveis. Essa ocorrência demonstra que é necessário a veiculação de programas que conscientizem a população sobre os riscos da má alimentação na saúde.

Urge, portanto, uma participação conjunta da sociedade e da mídia, tendo em vista minimizar essa mácula persistente. Para isso, cabe ao Estado ampliar o senso crítico dos cidadãos, por meio de palestras com nutricionistas, tendo em vista  promover uma mudança na alimentação familiar, disseminando o consumo de produtos saudáveis para os filhos. Somado a isso, cabe aos veículos de comunicação a criação de debates e campanhas, via programas ao vivo disseminados nas mídias, sobre os riscos  do consumo exacerbado de produtos calóricos pelas crianças, ampliando o conhecimento sobre os benefícios de uma boa educação alimentar, e , consequentemente, evitar a alienação das propagandas alimentícias maléficas a saúde.