Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/08/2018
A modificação dos hábitos alimentares da sociedade contemporânea trouxe diversos reflexos negativos, principalmente para as crianças, que normalmente consomem o que lhes é oferecido. Nesse sentido, deve-se analisar como o descuido dos pais e responsáveis frente às dietas dos menores e o sedentarismo estrutural influenciam na obesidade infantil.
Em primeira análise, é necessário explanar que nos dias de hoje, não se tem dado a devida importância ao hábito de se alimentar de forma saudável. Isso decorre da pressa conjunta dos dias de hoje, onde não há tempo para nada, inclusive cozinhar. É um cenário comum, por exemplo, colocar nas lancheiras das crianças, produtos processados como biscoito recheado e salgadinhos por conta da praticidade e rapidez que eles oferecem. Por consequência disso, os pequenos consomem todos os dias, um excesso dispensável de glúten, sódio e carboidratos, além do alto teor de conservantes prejudiciais a saúde o que desencadeia não só no ganho de peso, como também em várias doenças a exemplo do colesterol alto, hipertensão, diabetes e na queda do rendimento escolar. Logo, é inaceitável que guloseimas como essas sejam exacerbadamente postas na alimentação das crianças.
Outra questão importante a ser analisada, é o sedentarismo. Com o desenvolvimento de tecnologias, jogos em plataformas digitais e smartphones foram inseridos de vez na vida da população mais jovem. Isso levou ao detrimento dos esportes e brincadeiras de rua, que faziam seu papel no gasto de energia. Não há, também, um estímulo ao exercício físico nos diversos setores, pois como afirma o Dr. Drauzio Varella, as pessoas têm a noção de que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, e isso é uma demagogia que tira a responsabilidade dos cidadãos sobre o próprio corpo e bem-estar. Tal fato somado a uma dieta pobre, acarreta em um quadro de aproximadamente 41 milhões de crianças com menos de 5 anos acima do peso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
É imprescindível, portanto, um imediato plano de ação com o desígnio na melhoria da saúde das crianças. Para tanto, é necessária a criação de campanhas informativas sobre o risco de alimentar os filhos com produtos industrializados, e ainda destacando a importância de comer de uma forma completa, com todos os nutrientes necessários. Essa ação deverá ser realizada por meio do Ministério da Saúde e profissionais da nutrição, e difundida em âmbitos públicos. Concomitantemente, a Escola deverá criar programas de incentivo e prática da educação física. Espera-se, desse modo, que essa etapa da vida seja vivida de forma mais ativa e saudável.