Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/08/2018

Em meados do século XV, iniciou-se o processo conhecido como globalização. Atualmente, como consequência desse processo, fast foods, comidas industrializadas e rotinas sedentárias encontram-se extremamente presentes no cotidiano das pessoas. Atrelado à esses novos hábitos, está o enorme ganho de peso da população e, principalmente, das crianças, dado que essas seguem o estilo de vida nada saudável de suas famílias. Entende-se, então, que o problema da obesidade infantil é um assunto alarmante, visto que tem crescido muito nos últimos anos, tornando-se uma questão com total necessidade de atenção.

A princípio, é necessário considerar, antes de tudo, o papel subjetivo da sociedade capitalista. De acordo com a teoria social da Escola de Frankfurt, a indústria cultural atua como ferramenta para o capitalismo atender suas próprias demandas ao estimular comportamentos na sociedade favoráveis a ele. Seguindo tal pensamento, com a chegada da “Era digital”, crianças são incentivadas cada vez mais ao vício em aparelhos eletrônicos. Em suma, as brincadeiras e as atividades físicas foram trocadas por vídeo games e tablets, o que aumentou muito o sedentarismo e, como consequência, o crescimento da obesidade infantil.

Ademais, o individualismo presente em tal problemática também é um agravante. No texto “O pessoal é político”, a jornalista Carol Hanisch evidencia que problemas considerados particulares podem, na verdade, ser extremamente influentes no cotidiano de uma nação. Dessa forma, ao negligenciar a má alimentação infantil e não trata-la como um assunto preocupante, a população contribui para um retrocesso do desenvolvimento da saúde e da sociedade brasileira, posto que as atuais crianças estão se tornando obesas e, futuramente, o país será formado por adultos doentes.

Entende-se, portanto, que a obesidade infantil é caso de saúde pública. Torna-se necessário que haja uma parceria entre os Ministérios da Educação e da Saúde para promover, nas escolas, a inserção do debate sobre a importância da educação alimentar e das atividades físicas. Isso pode ser feito por meio de palestras, realizadas por nutricionistas, que sejam direcionadas aos responsáveis para que haja um resgate das práticas saudáveis em toda a família, dado que grande parte dos hábitos das crianças são aprendidos em casa.